Domingo, 14 de junho de 2026, 17:55h
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A população de Pelotas passou por momentos de preocupação nos últimos dias. Fortes e ininterruptas chuvas, por vezes acompanhadas por trovoadas e descargas elétricas, da noite de quarta-feira (11) até a madrugada de sábado (14), tiraram a tranqüilidade e o sono de muita gente. Mas, o pior já passou. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) anuncia tempo bom até quarta-feira (18), e a água já escoou na maior parte da cidade.
Em Pelotas, choveu entre 115 e 140 mm (dependendo da área da cidade) nesses dias. O normal para todo o mês de outubro, de acordo com o serviço climate-data.org, é de 125 mm. Isso quer dizer que, em menos de três dias, a quantidade de chuva ultrapassou a prevista para 30 dias.
A Defesa Civil, o Sanep e as secretarias municipais envolvidas nas ocorrências meteorológicas mantiveram-se – e continuam – de plantão permanente monitorando a situação da cidade, especialmente dos pontos mais suscetíveis a alagamentos, como no Laranjal, Jardim de Alah, vila Farroupilha, Cohab Tablada e outros isolados.
O coordenador da Defesa Civil (DC) em Pelotas, tenente Paulo Darci dos Santos, informa que ainda há concentração de água no Jardim de Alah e na vila Farroupilha. A situação dessas localidades é acompanhada pela Prefeitura e pela DC. Chamadas de ajuda devem ser feitas pelo telefone 153, que permanece à disposição da população durante 24 horas.
Remoção e providências
Na quinta-feira (12), a Defesa Civil removeu uma gestante e duas crianças de uma casa na rua Cândido Portinari, Areal. A moradia foi invadida pelas águas e os moradores foram para a residência de familiares. Para facilitar o escoamento, o Sanep abriu uma vala no leito da via, por onde o excesso de água encontrou vazão.
A DC informa que este foi o único caso de remoção de moradores. Nenhum outro chamado desta natureza foi efetuado para os órgãos oficiais.
Situação geral e consequências
A chuva dos últimos dias atingiu todo o Estado. Em Porto Alegre e região metropolitana, as precipitações alcançaram entre 170 e 180 mm; em São Lourenço, choveu 200 mm.
O canal São Gonçalo recebe o excesso das águas dessas localidades e as conduz à Lagoa dos Patos. Por isso, a previsão indica que o nível da Lagoa deverá elevar-se nos próximos dias, mesmo que não chova. “Estamos preparados e monitorando a situação”, comentou o coordenador Paulo Darci dos Santos.
Redator: Prefeitura de Pelotas
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