Domingo, 14 de junho de 2026, 11:27h
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Na última semana, a Liga das Entidades Carnavalescas de Jaguarão manifestou preocupação em relação à falta de diálogo com o executivo e também sobre as verbas para as entidades carnavalescas. A Liga afirmou, através das redes sociais, que há mais de 25 dias havia enviado ofício ao gabinete do prefeito, solicitando reunião, e, até o momento, não havia recebido nenhum retorno.
Conforme o presidente da Liga, Guilherme Ávila, a nova gestão teve apenas um encontro com o executivo, oportunidade em que foram debatidas questões relacionadas à nova forma de repasses de verbas, além de temas relacionados à logística dos desfiles e a solicitação de dois camarotes para os 20 jurados. “A verba seria, segundo o prefeito, captada através de uma licitação. A própria Liga poderia se candidatar, sendo assim, procuramos um produtor cultural que, inclusive, é dono da Companhia de Jurados que julga o carnaval de Uruguaiana e o mesmo informou a inviabilidade de captar a verba em tão pouco tempo. Logo após essa reunião com o produtor cultural, realizamos uma reunião com os representantes das entidades e decidimos mandar um ofício solicitando uma reunião com o prefeito e, há mais de 25 dias, infelizmente, não obtivemos retorno”, destacou Ávila, que criticou a postura do vice-prefeito durante a única reunião com a Prefeitura, ocasião em que disse que os assuntos referentes às escolas não eram do interesse deles.
Em relação à audiência pública sobre o Carnaval, realizada recentemente no legislativo, Ávila ressaltou que não houve nenhuma mudança ou encaminhamento e a Liga está preocupada com a proximidade da data e as incertezas geradas pela falta de diálogo.
Mudanças para este ano
A nova gestão da Liga assumiu em julho deste ano e desde então vem realizando reuniões com as entidades e também alterações no regulamento. “Até o ano passado era somente uma cópia do regulamento do Rio de Janeiro, sem ser pensado para o Carnaval de Jaguarão”, disse o presidente.
Sobre as mudanças, ele destaca a abertura para a participação de transexuais no concurso da rainha do Carnaval de 2018 e a passagem dos jurados do chão para módulos distribuídos em pontos estratégicos na avenida. “Cada quesito era julgado por um único jurado e agora passam a ser dois julgadores por quesito, distribuídos em módulos [camarotes] diferentes, o que torna o julgamento mais justo”, conta.
Ainda, segundo o presidente, haverá bonificação em décimos por eventos realizados pelas escolas e prêmios extras como Melhor Carnavalesco, Melhor Coreógrafo e Melhor Madrinha de Bateria LGBT. “A principal mudança é a aposta em um manual do julgador, nunca usado em nenhuma cidade, desenvolvido por mim, com todos os possíveis descontos tabelados, sendo assim, o julgamento se torna menos subjetivo, e cada escola passa a ser julgada pelos mesmos tópicos. Vale destacar que as entidades e a Liga estão muito unidas. Neste ano, a concepção do regulamento está mais democrática, abrindo espaço para os representantes das entidades entrarem com ideias e votarem para decidir cada alteração feita. Aproveito para deixar meus parabéns pelas três gestões que estão à frente das entidades esse ano, já que eu nunca vi tanto trabalho e comprometimento. Se a Prefeitura não congelar os subsídios o Carnaval de 2018 será, certamente, o melhor e mais competitivo da história da cidade”, finalizou.
Prefeitura confirma repasse de recursos ainda este ano
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura e conversou com o secretário adjunto da Fazenda, Fabiano Soares, e com o secretário de Cultura e Turismo, Rodrigo Segóvia. Conforme Soares, a Prefeitura está resolvendo essas questões no sentido de olhar o Carnaval como um todo. Ele destacou que a prestação de contas da Liga das Entidades Carnavalescas ainda está em análise e que em breve será publicado o decreto com a comissão que ficará responsável pela festividade.
Ele destacou ainda que o executivo vem fazendo reuniões sobre o assunto e que estão estudando a forma mais adequada de fazer o repasse de recursos para as escolas. “É certo que terá o repasse, mas ainda estamos analisando como será feito. Estudamos a possibilidade de passar diretamente para cada escola. Estamos trabalhando com o mesmo teto do ano passado, de R$ 30 mil para cada escola, e nossa ideia é repassar a primeira parcela até o final do mês de novembro”, disse o secretário, ressaltando que a Prefeitura ainda analisa se o Carnaval será feito com chamada púbica para produtor cultural ou se a própria Prefeitura irá licitar.
Já Segóvia destacou que a administração municipal está se mobilizando e, ao longo do ano, já foram realizadas reuniões com as entidades, com ambulantes e participação em audiência pública sobre o tema. “Posso afirmar que estamos trabalhando com empenho para o Carnaval e já estamos com novas ideias para ampliar a programação. Também já estamos organizando a escolha da corte que deverá acontecer no mês de dezembro”, afirmou.
Redator: Tradição Regional
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