Domingo, 14 de junho de 2026, 06:42h
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Por décadas, a situação das estradas do interior é motivo de debates, reclamações e embates políticos, o que chega a ser, de certa forma, compreensível, afinal, são 7 mil quilômetros de chão batido espalhados em cinco distritos, algo difícil de manter totalmente trafegável o tempo todo, afinal, soma-se a situação à insuficiência de máquinas necessárias para o trabalho e o fator climático.
Nos últimos anos, outro problema de gestão surgiu e parece que irá perdurar por muito tempo. As oficinas que realizam a manutenção de suspensão de veículos automotores aumentaram o faturamento, já que se tornou um desafio rodar por vias de chão batido em quase toda a cidade. Sem maquinário adequado, a Secretaria de Serviços Urbanos praticamente paralisou ações e acumula reclamações, com a maioria de moradores indignados pelos seguidos prejuízos com os automóveis.
Mas o problema vai além: adiciona-se ao problema o envaletamento inexistente ou com bueiros estourados, o lamaçal em dias de precipitação e, para finalizar, o esgoto correndo a metros das portas das residências em 90% dos bairros.
“Não suportamos mais. Acabei por criar um grupo nas redes sociais para nos unirmos e irmos protestar em frente à Prefeitura”, afirmou Rafaela Lopes, de 20 anos, que reside na rua Edu Pinheiro Gomes. Indignada, ela foi na última sessão do legislativo e, desconhecendo o Regimento Interno que não permite a assistência se manifestar, desabafou em alto e bom tom quando o assunto entrou em pauta.
Prefeitura promete mutirão para amenizar situação
O secretário Municipal de Serviços Urbanos, Cláudio Luís Peres, revelou, na segunda-feira (6), que a Prefeitura optou por um mutirão para, momentaneamente, realizar todos os consertos necessários. Para tal, outra pasta, a de Infraestrutura e Logística, será crucial. “Nosso setor não tem estrutura suficiente para a demanda. Além de o prefeito alugar uma máquina para cavar o cascalho na cascalheira localizada no 5º Distrito, registre-se recém liberada, e também uma caçamba, vamos utilizar parte do equipamento da Logística, o que inclui uma patrola”, explicou Peres.
Os funcionários das duas secretarias se envolverão no mutirão, que terá inicio pela avenida 6 de Julho, trecho próximo ao Balneário Municipal, exatamente para que caçambas e máquinas possam acessar posteriormente outros bairros. “A 6 de Julho está muito deteriorada e, como todas as cargas de cascalho e maquinários obrigatoriamente terão que passar por ali, ela é prioridade. A seguir, bairros Por do Sol, Getúlio Vargas e, assim, consecutivamente”, garantiu.
Essa força-tarefa deve se estender até dezembro, prazo, segundo o secretário, determinado pelo próprio prefeito Vitor Rodrigues.
Redator: Tradição Regional
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