Domingo, 14 de junho de 2026, 04:55h
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Comprar uma televisão de 48 polegadas para quem é aposentado, com faixas salariais baixas, requer muita economia e esforço para quitar as prestações. Divididos em 12 parcelas, o valor do produto está sendo pago pela aposentada Alda Aldrigui, de 56 anos, residente no bairro Getúlio Vargas.
Por três dias, dona Alda ficou frustrada, restando somente o saldo a pagar, previsto para ser quitado em fevereiro do ano que vem. O motivo foi de que passavam das 2h quando ela, do seu quarto, ouviu um estrondo. Naturalmente, ergueu-se rapidamente da cama para ver o que estava acontecendo e, ao chegar à sala - isso tudo e em menos de dois minutos -, encontrou a porta de alumínio arrebentada e sua estante vazia. A televisão havia sido levada por um ou mais ladrões.
“Já deixei a casa sozinha para ir visitar minha filha, próximo à Rio Grande, por 11 dias, e nada aconteceu. Quem fez isso conhece o meu dia a dia”, opinou a vítima. Durante o relato, Alda disse estar, de certa forma, aliviada por não terem também invadido a cozinha e, assim, provocado um prejuízo maior.
Recuperar um bem depois de furtado ou roubado, mesmo sendo ou não o trabalho da Polícia eficaz, é exceção, e não regra. Geralmente, criminosos furtam por encomenda ou contam com uma gama de receptadores que incorporam estes bens ao seu patrimônio, dificultando a investigação das autoridades, mas, dessa vez, o caso teve uma reviravolta.
Conforme os relatos da vítima e da Brigada Militar (BM), na manhã de domingo (12), o telefone de emergência da BM tocou e, do outro lado da linha, falava uma mulher decidida a entregar o namorado, de iniciais R.C., pelo furto que ela acreditava ter praticado depois que soube da ocorrência.
Com as informações em mãos, a guarnição de serviço partiu para o bairro Padre Reinaldo e, ao chegar à residência informada, a mulher, que não teve seus dados divulgados, contou que o namorado deixou uma televisão em sua casa, alegando ser dele. “Na Delegacia, ela disse que havia brigado com o namorado e decidiu entrega-lo”, relatou dona Alda, que esteve na DP para fazer o reconhecimento e comentou: “Coloquei os olhos e vi que era minha. Estou feliz, graças a Deus, mas a TV só retorna para a sala depois que eu colocar grades na porta”. A Polícia Civil ainda investiga o caso.
Redator: Tradição Regional
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