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Brinquedos foram entregues até o dia 15 de dezembro, na própria agência da rua Tiradentes
Tradicional ação praticada há 28 anos pelo Brasil, o Papai Noel dos Correios é uma marca de responsabilidade social das agências para com a sociedade, na qual propicia às crianças carentes o recebimento de presentes, fortalecendo o espírito solidário.
Com o despertar da criatividade e o fomento da redação de próprio punho, as crianças utilizam papéis e canetas como meios de comunicar o bom velhinho dos presentes que desejam ganhar e sonhos a serem realizados, sendo compostos de maneira simples por palavras e desenhos das lembranças que poderão receber.
Além de perpetuar o costume natalino da carta para o Papai Noel, e ser uma ação educativa junto aos profissionais da área, os Correios cumprem a premissa de disseminar os valores que afloram neste período do ano, como a solidariedade. A ação está ligada diretamente às escolas públicas municipais e estaduais, selecionadas pelas secretarias de Educação responsáveis, até o 5º ano do ensino fundamental, sendo escolhidas aquelas que possuem alunos em maior vulnerabilidade social.
Conforme o gerente da agência de Pelotas que foi o ponto de adoção na cidade, José Luis Sanches de Sousa, na produção das cartas há orientação para que os alunos peçam materiais escolares, roupas, calçados e brinquedos, de fácil acesso para aqueles que aderem à campanha e, consequentemente, garantem que a criança não fique sem o pedido atendido.
Neste ano, os interessados puderam fazer o apadrinhamento do dia 27 de novembro ao dia 15 de dezembro, selecionando uma carta na agência da rua Tiradentes, no Centro. Após a seleção, os padrinhos e madrinhas de coração entregaram os presentes até o último dia da campanha, no mesmo local. Ao todo, foram 1.600 cartas feitas pelas crianças, sendo que mais de 85% da população aderiu à iniciativa, de acordo com o gerente.
Existe ainda um acompanhamento junto às escolas após a campanha para verificações. Segundo Sousa, apesar da questão lúdica sobre o Papai Noel, é importante que as crianças saibam que existem pessoas da comunidade que se importam com elas, como também o incentivo à continuidade dos estudos, o que remete ao gerente a uma lembrança de um estudante, que certa vez disse: “Hoje, estou recebendo [o presente], mas vou me formar e ajudar o Papai Noel dos Correios”, o que cumpre um dos propósitos da ação social, além da colaboração e voluntariado dos próprios profissionais da agência, desde as escolhas das cartas até a entrega dos presentes.
O gerente destacou o papel fundamental da população em participar da campanha. “O povo pelotense é muito solidário. Antes mesmo do projeto, várias pessoas já ligavam [para mais informações]”. Juntamente à ação estiveram empresas e instituições que adotaram várias cartas já no primeiro dia da ação. Um exemplo é a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), na qual servidores docentes, técnicos e alunos adotaram 111 cartas.
Um olhar pelo outro
Neste ano, uma campanha natalina chamou a atenção de José Luis Sousa e proporcionou uma experiência significativa: “Um Olhar Pelo Outro” é um projeto realizado no Centro de Atendimento ao Autista Dr. Danilo Rolim de Moura, coordenado pela psicopedagoga Ana Beatriz Bacílio, e que envolveu 20 crianças e adolescentes autistas.
A partir de uma história lúdica, em que o Papai Noel estava sobrecarregado com o trabalho natalino, os jovens enviaram uma carta para os Correios, oferecendo ajuda para a entrega dos presentes. Com isso, foi organizado um dia para que o grupo, junto aos seus familiares, fosse até a agência escolher as cartas e, após, doar um presente novo ou em bom estado.
Redator: Tradição Regional
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