S�bado, 13 de junho de 2026, 10:13h
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Além da produção de alimentos, Carla Ioost ministra cursos, palestras e workshops
As ceias de Natal são tradições na mesa de muitos brasileiros, com itens já conhecidos da época. Mas, as necessidades atuais mostram que o tradicional, por vezes, não contempla muitos grupos. Há oito anos, a culinarista gaúcha Carla Caetano Ioost, criadora do Instituto Ioost, percebeu a carência de um grande mercado que não abrange, por exemplo, pessoas com restrições alimentares ou então aquelas que não consomem produtos de origem de animal. “Atendíamos a região de Rio Grande e Pelotas, passamos cinco anos fora e retornamos há pouco mais de um ano para Pelotas”, explica.
A produção envolve uma ampla linha de alimentação - sem carnes, embutidos, leites e ovos - e também fitocosméticos. Atualmente, direcionou a atividade, principalmente, para o delivery de refeições diárias. Durante o Natal, o Instituto produz ceias completas e salgadinhos para festas, além dos “vegtones”, panetones tradicionais, chocotones e trufados.
Nessa época, Carla aposta na inclusão como solução para as possíveis barreiras. “Isso significa incluir alimentos adequados para quem opta por ser vegano, oferecendo pratos típicos natalinos adaptados a uma dieta estritamente vegetal, que não perde em absolutamente nada para alimentos onívoros. Também atendemos aqueles que estão passando por algum tipo de restrição alimentar, estudamos cada caso em particular, criando um menu apropriado para cada tipo de necessidade”, assegura Carla. Segundo ela, se a primeira impressão para os demais é de surpresa, o segundo passo é de degustar as “novidades”. “Quando nossos menus são apresentados aos familiares, normalmente a reação é de admiração e apreço. Eu diria até demais, pois, particularmente, quando levo minha ceia vegana, normalmente é a primeira a ser degustada e no final quase sempre fico sem”, brinca.
Carla, que se tornou adepta do vegetarianismo há nove anos e, mais tarde, passou a viver de acordo com o veganismo, abolindo de sua alimentação, itens de vestuário e demais produtos que se utilizam de exploração animal para a fabricação, destaca que a tarefa de trabalhar com aquilo que acredita é recompensadora. “Encaramos nossa atividade como missão e, de todo modo, com todo desafio e dificuldade que possa se apresentar, é uma alegria imensa poder sincronizar trabalho profissional com missão de vida. Escutar alguém que vem nos relatar que refletiu e parou de comer carne assim que provou um de nossos pratos é como plantar sementes e vê-las germinar, independente de quanto tempo isso possa levar. É uma imensurável vitória, para nós, para os animais e para todos os envolvidos”, finaliza. O contato com o Instituto Ioost pode ser feito pelas redes sociais, pelo email [email protected] e pelo telefone (53) 98108-3447.
Redator: Tradição Regional
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