S�bado, 13 de junho de 2026, 08:39h
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Uma operação de um dos setores da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Logística, por detalhes, não resultou em uma tragédia na tarde da quinta-feira (21), quando funcionários do setor de reforma e construção de pontes de madeira, no interior, decidiram derrubar uma árvore, no 1º Distrito, a 2 quilômetros da sede, para extrair material para o trabalho realizado nas travessias.
Por volta de 15 horas, a energia elétrica da cidade e parte do interior faltou, atingindo um total de 6.200 consumidores por quatro horas e quinze minutos e 8.600 usuários por 45 minutos. Causa: na operação, para derrubar a árvore, algo deu errado e esta caiu para o lado não planejado e por cima da rede de alta tensão.
"Somos experientes em fazer este tipo de operação já há 16 anos e nunca ocorreu algo nem similar, foi uma fatalidade", opina Rodrigo Pereira Bueno, chefe de equipe do setor.
Ele conta que o tronco sofreu os cortes normais na base para tombar em uma direção, ao mesmo tempo em que uma retroescavadeira encostava o centro do tronco, mas a máquina não teve força suficiente para aguentar o peso e o acidente aconteceu.
Sem poder emitir nota eletrônica, o comércio, independente do porte, praticamente parou. Operações que necessitam de sinal de internet ficaram interrompidas, sem falar no consumidor comum que também acumulou perdas numa tarde em que os termômetros se aproximaram dos 30 graus.
Para sanar a situação o mais rápido possível, o que aconteceu às 19h25, a CEEE deslocou todo o pessoal disponível para o local, até mesmo quem estava de folga foi chamado.
"Dezembro é uma época em que os contratos terceirizados da empresa estão terminando, então nosso efetivo está reduzido, exatamente quando as pessoas decidem fazer por conta própria, operações como esta que só a CEEE tem autorização para realizar", disse Antônio Garcia, gerente local.
Ele pede que não executem, inclusive neste período de Natal e Réveillon, este tipo de ação, assim como queimadas, próximo da rede elétrica, o que muito acontece.
"Outro dia puseram fogo no campo na BR-293 para fazer limpeza, as chamas atingiram um poste e 750 consumidores ficaram sem luz", relembra.
O fato é que a operação irritou o arrendatário da área queimada, já que os cabos energizados caíram sobre a lavoura de soja e provocaram um incêndio, que dizimou 6 hectares de plantação, e por muito pouco não devastou também a casa da propriedade.
"Foi imprudência. Não havia nem mesmo sinalização para alertar condutores para que estes redobrassem o cuidado. E se um carro vem passando e um cabo com 26 mil volts cai sobre ele? Eles escaparam de morrer", opina Danilo Westermann, arrendatário.
Westermann disse que não pretende tomar qualquer providência judicial contra a prefeitura, pois as terras cultivadas tem seguro e este será acionado.
Redator: Tradição Regional
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