S�bado, 13 de junho de 2026, 07:56h
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Alex Pinz conta que tem percebido como a música transpassa as barreiras e ajuda as pessoas
Em algumas cidades do Rio Grande do Sul, as bandas marciais perdem força e acabam desaparecendo em meio ao cenário cultural em constante movimento. O município de Canguçu resiste a esta tendência e apresenta uma situação diferente: os projetos musicais se fortalecem, ao mesmo tempo em que potencializam a união e a educação entre jovens estudantes.
A reportagem conversou com quem entende do assunto há mais de uma década. Alex Pinz, proprietário da loja Home Studio Espaço da Música, localizada na rua Conselheiro Brusque, Centro da cidade, é professor de música há 15 anos e ministra cursos de canto e instrumentos musicais para cerca de 200 alunos por mês.
Pinz possui um amplo conhecimento técnico e de instrumentos, e, atualmente, mantém quatro projetos de bandas marciais em atividade entre escolas e instituições religiosas:
• Escola Jacinto Inácio, em Santana da Boa Vista, com 40 componentes, onde dá aulas há quatro anos, com alunos a partir de sete anos até a idade adulta;
• Escola Gonçalves Dias, no 4º Distrito, com 21 alunos, com crianças a partir de sete anos até a adolescência;
• Igreja Brasil para Cristo, há cinco anos, com 35 alunos;
• Assembleia de Deus, com 15 alunos, para os quais ensina o que sabe há dois anos. Além disso, mantém também o Projeto Martin Lutero, com 16 alunos.
Ele conta que tem percebido como a música transpassa as barreiras e ajuda as pessoas. Em algumas escolas, notou a música unindo uma banda com pessoas de classes sociais distintas e, em outras, a música age enquanto instrumento para superar desafios. “Eu dei aula para alunos muito talentosos que, só mais tarde, fui saber que eram os mesmos que apresentavam problemas de concentração nas aulas e hiperatividade. Tive alunos autistas com um talento incrível e alcance vocal fantástico. É impressionante o poder da música e como não existem barreiras para ela”, explica.
O professor diz perceber nos alunos um envolvimento maior com a música, depois que eles participam de bandas, e destaca a mobilização das famílias para assistir aos festivais. Pinz ressalta que o cenário atual, apesar de forte, necessita de um maior apoio a favor das bandas, uma vez que a falta de repasse de verbas às escolas pode prejudicar no desenvolvimento dos trabalhos. “As bandas são muito importantes. Elas integram a escola toda, que gira em torno das bandas. É uma projeção enorme, isso incentiva muito a gente”, conclui o professor.
Redator: Tradição Regional
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