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Há um ano - janeiro de 2017 -, a Rádio Uirapuiru, de Passo Fundo, divulgava uma matéria sobre a invasão das lavouras do Rio Grande do Sul por javalis que, vorazes, foram e são responsáveis por estragos significativos. Na época, a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), calculou a existência de mais de 600 mil animais espalhados pelos municípios gaúchos.
Naquela região, a preocupação dos agricultores era com o aumento de ataques em lavouras de milho, amendoim, assim como aos rebanhos de ovinos.
São animais que agem, especialmente, durante a noite, se deslocam com velocidade e, em grandes distâncias, podem percorrer de 20 quilômetros a 30 quilômetros em uma noite. Outro ponto, que dificulta o controle do javali, é a rápida e fácil proliferação.
Na região citada, algumas pessoas trouxeram o animal para criar em cativeiro. Porém, a reprodução fugiu do controle e se tornou uma praga. Por não ser nativo dos campos gaúchos, o javali transmite algumas doenças graves como leptospirose, febre aftosa e tuberculose e a forma mais eficaz de combate seria o abate. Entretanto, a técnica deverá ser feita conforme a lei, com uma licença, como fez o estado de Santa Catarina, que no ano passado, conseguiu uma determinação da justiça para abater os javalis em massa.
Quando trafegou pela ERS-702, em Piratini, nessa semana, o empresário Juliano Borges Zanetti, de 38 anos, se deparou ao fazer o percurso que o leva a Rio Grande, com um javali de porte grande, morto no meio do asfalto.
"Há algum tempo, venho demonstrando a minha preocupação com o aumento acelerado desse animal na nossa região. A foto que tirei confirma minha preocupação. Não é o primeiro acidente que acontece, e infelizmente, não será o último, com certeza", disse Zanetti, que lembrou que ao usar a ERS-702, já é enfrentado outros riscos de acidentes, em consequência dos buracos e a ausência de sinalização.
Ele acredita que o animal atropelado não é dos mais pesados - no máximo, 70 quilos -, o suficiente para destruir a frente de um carro de passeio, em caso de ter sido o veículo envolvido no acidente.
"Ele [o javali] foi morto próximo ao Alto das Palmeiras, localidade onde há uma escola, bem movimentada, e existem casas há 1 quilômetro uma da outra, o que demonstra que o javali não circula só em locais isolados" avaliou Zanetti, que ampliou: "Acredito que o dano ao carro tenha sido considerável. As marcas dos pneus demonstram o esforço que o condutor deve ter feito para parar o veículo. Imagina um automóvel, com uma família dentro, e o condutor tendo que desviar de um animal desses, podendo sair da estrada ou colidir com outro carro. Essa é uma nova preocupação que devemos ter", conclui.
Redator: Tradição Regional
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