Sexta, 12 de junho de 2026, 16:35h
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Na última terça-feira (30), na sede da Prefeitura de Morro Redondo, o sargento coordenador regional da Defesa Civil, João Domingues, esteve reunido com o prefeito Diocélio Jaeckel, secretário de Desenvolvimento Rural, Flávio Almeida, secretária de Saúde, Maria Augustina Ludtke, secretária de Administração e Finanças, Chaiane Cantarelli, diretora do Departamento de Meio Ambiente, Daniele Dobke, coordenador da Defesa Civil no município, Rodrigo Eslabão, chefe do escritório municipal da Emater, Celomar Mauch, gerente regional da Emater, Luiz Godoi, chefe das unidades da Corsan de Canguçu e Morro Redondo, Jaques Ulguim, médico veterinário Valmor Lansini, representando a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação, além do coordenador regional de Saúde, Gabriel Andina, e presidente da Cruz Vermelha, em Rio Grande, Julio Cesar Pereira da Silva.
O encontro serviu para debater as demandas que serão solicitadas junto ao governo do Estado e, a depender da situação, com a esfera federal ao Ministério da Integração Nacional.
Até o momento, são 180 famílias que precisam de abastecimento de água para o consumo de animais e 160 famílias que necessitam de abastecimento de água potável para o consumo humano. No município, é percorrido 200 quilômetros ao dia para atender as demandas de falta de água na zona rural, porém, são atendidas apenas cerca de 40 famílias ao dia.
O setor agrícola está sendo fortemente atingido, gerando perdas significativas, afetando a germinação e desenvolvimento das plantas, e gerando impactos negativos à economia local, com a diminuição hídrica em arroios, açudes e reservas subterrâneas nas cacimbas e poços artesianos, que necessitam de chuva para recarregar.
Conforme João Domingues, projeta-se que seja homologado pelo Estado o decreto de emergência do município. “O que estamos auxiliando, no momento, é que sejam informadas pela Defesa Civil do município o maior número possível de dados de cada propriedade de perdas, além de que, através de ofícios, os pedidos de auxílio, tanto emergencial, como também aqueles que buscam uma solução para o futuro, como para que em outras épocas não sofram tanto como agora, que estão passando esse momento delicado”, explicou.
O coordenador da Defesa Civil informou que poderão ser disponibilizados benefícios ao município com recursos para combustível, hora-máquina, maquinário para fazer cacimbas e açudes nas propriedades. No caso específico dos moradores afetados da zona rural, eles poderão ter auxílio, como, por exemplo, repactuar suas dívidas, negociar o troca-troca e acesso ao fundo de garantia, dependendo de cada caso.
A partir da homologação, o Estado passa a se relacionar com o município através do plano de trabalho de resposta, já com a união com o plano de trabalho, documento que consta o que o município precisa e a forma que vai executar este programa, ficando uma relação entre o município e União.
A presença de lideranças de vários segmentos do Estado, para Domingues, é de grande ajuda, já que cada entidade poderá dar assistência em alguma demanda solicitada e, por isso, agradeceu o empenho dos envolvidos. O coordenador também adiantou que as consequências imediatas são as de agora, mas no futuro poderá haver repercussão no comércio, consumo, possível desemprego, impedimento de contratação de novas pessoas, reflexo na saúde dos animais e pessoas, e na receita corrente líquida do próximo ano em função da produção perdida.
Os pedidos do município
Aquisição de sementes, caminhão pipa, água da Corsan da zona urbana, que possa ser disponibilizada para o interior, kits que contemplam açudes, irrigação, reservatórios, cisternas e cestas básicas serão algumas das solitações.
Domingues informou que, de imediato, será disponibilizado mais tanques pipa, que serão colocados em vários pontos do município, alcançando o maior número de pessoas. “Vamos conversar com a Corsan, em Porto Alegre, para ver a disponibilidade de água. Também serão encaminhados os pedidos do município à Defesa Civil, Casa Civil e outras secretarias”, disse.
O coordenador regional de Saúde falou que auxiliará no que refere à situação epidemiológica, devido a problemas que poderão surgir por conta da qualidade da água nas propriedades, que poderá ocasionar inúmeras doenças. “Vamos enviar uma equipe para dar apoio na capacitação dos técnicos para atuarem neste momento, além de um mapeamento das doenças ocasionadas a partir da estiagem”, adiantou.
Outro auxílio, segundo Andina, é no quesito saúde mental, visto que a região possui elevados números de suicídio em zonas rurais, em consequência dos produtores ficarem endividados, momento em que não conseguem garantir sua colheita e o resultado planejado. “Vamos mandar uma equipe de apoio, neste quesito, para coordenar esta ação”.
Sobre o auxílio financeiro, Andina entrará em contato com o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, com o secretário estadual de Saúde, João Gabbardo dos Reis, e com o secretário das Finanças, Giovani Feltes, para que possam disponibilizar adiantamento emergencialmente da dívida do todo, ou uma parte dos R$ 534 mil, valor pendente do Estado com o município. O montante poderia ser utilizado por Morro Redondo para reestruturar a atenção básica.
O presidente da Cruz Vermelha destacou: “Vamos auxiliar com voluntários especializados, enfermeiros, técnicos de segurança do trabalho e psicólogos, e não especializados também. Temos parceria com banco de alimentos, ao qual disponibilizamos para as famílias mais vulneráveis esses produtos”.
Mais informações e auxílios podem ser feitos pelo telefone (Whatsapp) da Cruz Vermelha: (53) 99945-5126.
Redator: Tradição Regional
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