Sexta, 12 de junho de 2026, 13:29h
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Em Piratini, a temporada de verão de 2018 também marca a sétima edição da campanha de prevenção de afogamentos, promovida anualmente pelo Rotaract Club, e que leva o nome do jovem Fayller Madruga, que faleceu em 2010.
A ação tem como objetivo alertar para o risco iminente de banho em locais que não contam com a presença de salva-vidas, como lagos, rios, açudes e riachos. Juntamente com a atual presidente do Rotary Clube, Helenise Ávila, e o atual presidente do Rotaract, Lucas Segatto, a reportagem conversou com os pais de Fayller, que, após oito anos do óbito, aceitaram falar abertamente pela primeira vez sobre a tragédia.
“Ele estava há menos de um mês de completar 22 anos. Até hoje, eu não sei como se deu o fato. Lembro que meu filho saiu para ir à Festa do Sorvete [evento do Rotary] e nós saímos meia hora depois para encontrá-lo no Balneário Municipal. Logo a seguir, recebemos a notícia”, recorda Amilton Madruga, o Tachinha, de 56 anos, que revelou que Fayller não sabia nadar. O pai não consegue esquecer a cena em que um policial militar resgatou o corpo do único filho das águas do rio Piratini, ao lado da Ponte do Costa.
Para a mãe, Sônia Madruga, de 58 anos, o sentimento de dor não é diferente, mas, durante os relatos, ela preferiu lembrar o comportamento e jeito de ser do filho. “Ele era uma benção. Alegre, extrovertido, obediente. Nunca tivemos problemas com ele relacionados a nada. Sempre nos pediu orientação, enfim, sempre fomos muito família”, comenta.
Da dor à prevenção
Helenice estava, por ser na época do Rotaract, em uma das alas da família rotária, colaborando com a organização e realização Festa do Sorvete no dia trágico. Relembrou que, na época, Eduardo Andrade, também participante, foi um dos que tiveram a ideia de convencer, um ano depois do fato, mesmo ainda em meio à dor, os pais do jovem a permitirem que o nome do filho batizasse uma campanha de conscientização, que alerta para os riscos e perigos de tomar banho em locais desprotegidos.
“Ele era do Interact, assim, sempre fomos muito próximos da família e o que ocorreu nos abalou muito, então, a intenção foi e ainda é fazer com que isso não ocorra em outras famílias. Com isso, nasceu com a autorização deles a campanha ‘Na Onda da Paz Fayller Madruga”, relembra Helenise.
A presidente do Rotary Clube acredita que toda a ação, neste sentido, serve para despertar a conscientização e acredita que conseguem, anualmente, chamar a atenção de algumas pessoas para o perigo. “Sabemos que, após a tragédia que nos acometeu, ocorreram outros casos de afogamentos em Piratini, mas é válido para que as pessoas, em algum momento, parem, nos escutem e analisem, afinal, não tem volta. Nossa preocupação aos olhos de alguns pode parecer tímida, mas temos certeza que alguém vai nos escutar”, conclui.
Ao final, Sônia revelou que chegou a requisitar a colocação de uma placa no local do corrido, para alertar sobre o perigo daquelas águas. Já Tachinha disse que quando lhes foi pedida a autorização para o batismo da campanha, concordaram imediatamente, pois no mesmo local em que perdeu o filho, ocorreu o afogamento de outras seis pessoas. “Muitos morreram ali. É preciso que haja a consciência, é preciso prevenir porque realmente é muito perigoso”, finaliza.
Redator: Tradição Regional
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