Sexta, 12 de junho de 2026, 11:42h
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No último sábado (17), a Associação Quilombola Vó Ernestina realizou uma assembleia geral, em sua sede, que contou com a presença de 55 participantes. Na ocasião, diversos assuntos foram tratados e discutidos. “Já se passaram quatro anos após a assinatura para a construção das 56 casas e, até hoje, ainda não nos foram entregues oficialmente as unidades habitacionais. Por isso, vamos notificar a Caixa Econômica Federal, dando um prazo. Caso não aconteça, vamos procurar outros caminhos legais, assim como a academia ao ar livre, que também não nos foi entregue e ainda vamos reivindicar junto à Prefeitura”, afirmou o presidente da Associação, Rudinei Barboza.
Outros temas discutidos deram conta dos cursos via Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), com apoio do Sindicato Rural de Pelotas, já que será entregue uma lista de cursos para os quilombolas demonstrarem interesse de participação para que as atividades possam ser realizadas na sede.
Também pretende-se criar uma comissão que possa tratar junto às escolas do município o tema valorização da cultura afro-brasileira, com resgate dos costumes, história, música dentre outros. Sobre o uso do salão, ficou definido o aluguel para não sócios (sem fins lucrativos, de meio salário mínimo, e visando fins lucrativos, de um salário mínimo), além de eventos de chá de bebê com agendamento três dias antes (R$150), sócios fundadores (os que ajudaram na construção da sede ou que colaboraram: R$150) não pagam para usar o salão, sócios em dia pagam apenas R$ 50 para auxílio na luz e água.
Com relação às contas de luz, será tratado com os responsáveis sobre a possibilidade das correspondências serem entregues, todas elas, na sede ou que a empresa que presta o serviço para a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) de leitura das contas possa fazer mensalmente com entrega em cada casa.
Ao finalizar a assembleia, foi comunicado que integrantes da diretoria irão participar, nos dias 2 e 3 de março, de um grande encontro que será realizado em Porto Alegre, em que a Vó Ernestina irá apresentar suas demandas e projetos, como no caso de terras que pertencem ao governo e que podem ser repassadas aos quilombos, além de liberação de mais um projeto de habitação, criação de selo que possa identificar os produtos produzidos certificados como orgânicos e agroecológicos, liberação do recurso para construção da sede da cooperativa e da agroindústria, dentre outros.
Redator: Tradição Regional
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