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23-02-2018

Malabarista uruguaio nas ruas de Canguçu


Foto: Arquivo Pessoal Leonardo Manccini é natural de Pando (UY), cidade que fica cerca de 20 quilômetros da capital Montevidéu

Viajando há alguns anos com sua mochila e material para fazer apresentações artísticas, Leonardo Yonathan Manccini já percorreu e conheceu a maioria dos países da América do Sul, como Argentina, Paraguai, Bolívia, Chile e Venezuela, além de sete estados brasileiros, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro.


A reportagem conversou com o uruguaio, que é natural da cidade de Pando, localizada no Departamento de Canelones, distante cerca de 20 quilômetros da capital Montevidéu. Ele estava em um semáforo da rua General Osório, no Centro de Canguçu, na tarde de 16 de fevereiro, exercendo uma de suas atividades que mais aprecia: o malabar



Bastante receptivo e atencioso, falando um pouco de português misturado com espanhol, Manccini contou um pouco de sua história como mochileiro. “Eu sempre quis conhecer o mundo, novos lugares e levar comigo um pouco da história das pessoas e das cidades. Um dia decidi que a vida é muito curta para ficarmos sempre em um lugar. Graças a Deus aprendi um pouco de artes e me dediquei, principalmente, ao malabar. Exerço o meu trabalho para alegrar e distrair um pouco as pessoas enquanto esperam no trânsito. Tem dado certo, o sorriso das pessoas e os olhares curiosos já valem a pena para mim. Gostei muito de Canguçu, fui bem acolhido e recebido aqui. As pessoas me tratam bem quando passam ou observam meu trabalho. Não cobro pelo que faço, as pessoas dão contribuições espontâneas que uso para me manter nos lugares onde passo”, explica.


Além de alegrias, histórias de muitos lugares por onde passou, ele carrega também a dor da perda um grande amigo que chama de “hermanito querido”. “Tive um grande amigo que conheci ao longo de minhas viagens. Ele tinha um talento invejável com as artes de rua, me inspirei nele e aprendi muito do que sei hoje. Conheci ele quando passei e fiquei um tempo em uma cidade de Rondônia, chamada de Ji Paraná. O Matias Galindes deixava de comer ou de vestir para ajudar um amigo que estivesse precisando. Nunca vou esquecer o que aprendi com esse grande amigo e peço à Deus que seja feita justiça por sua morte”, Manccini contou, com lágrimas nos olhos, que o amigo foi vítima de um assassinato naquela cidade.


Redator: Tradição Regional



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