Sexta, 12 de junho de 2026, 07:33h
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Uma família piratiniense, que reside em Pinheiro Machado, precisa de ajuda financeira para permanecer junto à filha, que desde o nascimento - há dois meses -, está hospitalizada no Hospital São Francisco de Paula, de Pelotas, com Sequência de Pierre Robin. A síndrome causa a ausência do palato, chamado popularmente de céu da boca. A má formação acomete somente bebês do sexo feminino e os médicos e a ciência ainda não fornecem as causas precisas da ocorrência.
Laura necessita realizar rapidamente outro processo cirúrgico de correção. Ela nasceu com o maxilar recuado, o que provoca também a retração da língua e, consequentemente, gera dificuldades para a respiração. “O processo cirúrgico é agressivo, mas necessário. A operação do céu da boca é imprescindível para uma vida normal, mas pode esperar. Estamos aguardando um leito no Hospital Santo Antônio, em Porto Alegre, para ela passar pela cirurgia do maxilar, em que colocarão parafusos que proporcionarão, aos poucos, que os mesmos retomem sua posição natural”, explica o pai, Márcio Garcia, que assim como a esposa, Nimara Bitencourt Xavier, é funcionário público em Pinheiro Machado.
Nimara é professora contratada no município que reside e funcionária de carreira em Hulha Negra, onde atua por 20 horas semanais em uma sala de aula. Com isso, ambos possuem condições de obter as cirurgias da filha pelo Instituto de Previdência do Estado (IPE), o que é um alento, mas não impediu que a família se endividasse.
“É uma bola de neve. Para permanecermos perto de Laura, custeando estadia e alimentação, precisamos de ajuda. Eu já estourei o limite do cartão de crédito e do cheque especial, mas não me preocupo com isso, pois um dia vou pagar. Só que agora o dinheiro acabou e estamos sendo ajudados pelo meu pai, que também chegou ao seu limite financeiro”, relata Garcia que, como centenas de servidores, tem restos a receber da Prefeitura de Pinheiro Machado.
“Em minhas contas, entre horas-extras, vale-alimentação e 13º, tenho mais de R$ 10 mil para receber, valor que solucionaria nossa situação no momento. Por isso, estou acionando judicialmente a Prefeitura para que me paguem, já que quando mais preciso, a condição de ser servidor de nada tem me adiantado”, reclama o pai, que alega ser necessário estar ao lado da filha e da esposa durante esse processo, já que a mãe também tem problemas de saúde, o que levou os dois a estarem em licença para acompanhamento de familiar.
Para ajudar a família, é possível depositar qualquer quantia na agência da Caixa Econômica Federal, número 4506, conta corrente, operação 001, número 00021104-4 em nome de Nimara Bitencourt Xavier.
Redator: Tradição Regional
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