Quinta, 11 de junho de 2026, 19:43h
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Artesão Alzir Caniellas produz suas peças a partir de sucatas e, cada uma tem uma história, que lhes confere uma personalidade e característica única
Quem observa o pequeno depósito atulhado de sucatas mantido pelo pedro-osoriense Alzir Caniellas, de 71 anos, em sua pequena propriedade, na localidade da Palma, não imagina as maravilhas em que aquelas peças podem se transformar, nas mãos habilidosas do mecânico, que virou artesão. Conversar com Caniellas, o Diro para os amigos, é uma inspiração. Ele começa a contar a sua história de vida, e como, após a morte do pai, em 1988, e do irmão gêmeo em 1990, encontrou companhia e consolo na produção de suas peças e, prende os seus ouvintes. Com os filhos criados e morando fora, ele vive com a esposa na pequena propriedade, onde estabeleceu o seu “refúgio”.
Ali ele recebe os clientes e os amigos e mantém em exposição permanente, em duas bolantas de granja, o seu acervo, construído ao longo dos anos. As peças produzidas por ele não são feitas ao acaso, juntando partes daqui e dali. Elas são frutos de uma profunda reflexão, muitas delas inspiradas em uma mania ou qualidade de alguém de sua convivência, um avô ou avó, amigo, tio, primo ou irmão. Cada peça tem uma história, que o artesão faz questão de contar ao apresentar suas criações, o que confere a cada uma, uma personalidade, uma característica única.
Nas suas peças, ele consegue dar utilidade a objetos de ferro e aço ou ainda de madeira, que muitos julgariam como descarte. Muitos destes objetos se transformam em quadros, cadeiras, adegas, mesas, castiçais, porta-chaves, vasos e nos mais variados objetos que a mente e a imaginação do artesão conseguem visualizar.
Caniellas já é conhecido entre os pedro-osorienses e visitantes de exposições, como a tradicional Festa da Melancia e outras da região, onde o artesanato é valorizado. A maioria dos seus trabalhos - já vendidos - é feita por encomenda e as facas, feitas a partir da reciclagem de aço de implementos, são a sua especialidade.
A minúcia do trabalho do artesão pode ser conferida quando ele mostra o produto final e uma peça semelhante a usada e o estado em que se encontrava. Ele mostra uma cadeira, construída com 49 ferraduras, todas com dimensões semelhantes e trabalhadas uma a uma, transformando o que era lixo, em peças extremamente brilhantes.
Redator: Tradição Regional
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