Quinta, 11 de junho de 2026, 12:08h
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Ela não tem e, ao que contam, nem gosta de ter residência fixa. É tão dócil que impede a direção do Instituto de Educação Ponche Verde de expulsar até mesmo da sala durante reuniões de professores e, dado o devido desconto, sabe-se que ela também é cheia de atitudes, pois, recentemente, em um casamento, entrou na igreja e sem se importar com a circunstância: primeiro sentou-se e depois permaneceu deitada no longo véu da noiva.
Parte dessa narrativa é da professora Nara Terezinha, só mais uma das fãs que a cadela Belinha tem não só no educandário onde vive cercada de carinho, mas de muitas pessoas da comunidade de Piratini que há quase três anos adotou o animal que ninguém sabe como, quando e de onde surgiu.
“Dizem, mas isso não foi confirmado, que ela veio seguindo a chama crioula buscada em Pinheiro Machado em 2015. Quando cansava, os cavalarianos a colocavam no caminhão que dava assistência durante o percurso para que descansasse um pouco e após seguisse viagem”, conta a professora.
Como Belinha tem a permissão dos gestores e o carinho dos aprendizes, enquanto a reportagem era feita, ela recebia em sala de aula os afagos de todos.
“Ela parece que sabe os horários da escola. Às 7h30 pode cuidar que lá vem Belinha atravessando a rua.Depois vai embora ao meio dia e às 13h, horário da tarde, retorna e inclusive merendar com os estudantes”, garante Nara.
Entre as preferências da simpática cadelinha, também estão carreatas para comemoração de títulos da dupla Gre-Nal, missas e visitas ao Museu Histórico Farroupilha.
Redator: Tradição Regional
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