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23-07-2018

Especial JTR: O sonho de ser caminhoneira em Pelotas


Foto: Renata Ulguim/JTR Profissional retornará às atividades em três meses e o pequeno Lorenzo lhe acompanhará

A realização de um sonho de criança é possível já há algum tempo para a caminhoneira Débora Siqueira Ribeiro, de 35 anos. Ela conta que com uma família de caminhoneiros, a influência em trabalhar na mesma área de seu pai e irmãos sempre esteve presente em sua vida. 


“Desde criança eu sonhava em me tornar uma caminhoneira. Lembro como se fosse ontem, de uma vez que viajei com meu irmão e passou um caminhão por ele. Quando vi que era uma mulher que estava dirigindo, emocionada eu disse - um dia vai ser eu -, e hoje me sinto realizada e muito feliz fazendo o que eu faço. Viajar é a minha grande paixão”, afirma.



A primeira oportunidade para iniciar na carreira surgiu no ano de 2011, quando uma empresa de Pelotas abriu vagas com a proposta de contratar mulheres para trabalharem na área. Foram três anos dedicados à empresa, e logo após, Débora foi convidada para trabalhar conduzindo um Bitrem, em uma transportadora da cidade para a fronteira. 


Ela tem dois filhos, um de 20 anos e Lorenzo com apenas um mês de vida. Com o recente nascimento de seu filho, Débora salienta que trabalhou até os oito meses de gravidez e está de licença maternidade por quatro meses. “Além de me sentir realizada com o que eu faço, fico mais feliz ainda que meu patrão me proporcionou a oportunidade de levar meu bebê junto, quando acabar a licença. Ele vai ajustar o banco do Bitrem para que o Lorenzo tenha segurança nas viagens”, diz. 


A caminhoneira ressalta que muitas mulheres escolheram essa profissão e que a maioria fez essa opção, pois realmente ama o que faz. “Nós, mulheres, temos as mesmas capacidades que os homens para trabalhar no que quisermos. Eu me sinto muito feliz, pois amo ser caminhoneira. É uma profissão difícil, pesada e essencial”, finaliza. 


 

Redator: Tradição Regional



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