Sexta, 10 de julho de 2026, 15:21h
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Professor da UFPel, Samuel Beskow confere dados da precipitação de chuva registrada no Canguçu Velho, 1° Distrito
Canguçu registrou 15,4 milímetros de chuva entre a terça e a madrugada de quarta-feira (30). As informações são da estação meteorológica da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), instalada desde janeiro na localidade do Canguçu Velho, 1° Distrito.
Os números, no entanto, ainda são insuficientes para afastar o risco de racionamento de água, cujo alerta foi feito pela Corsan no início da semana. “A estação confirma que apenas 27,4 milímetros de chuva foram registrados em Canguçu durante o mês de maio, sendo que 15,4 milímetros ocorreram nos últimos dois dias”, aponta o professor e doutor do curso de Engenharia Hídrica da UFPel, Samuel Beskow.
Os dados contabilizados até esta quarta-feira (30) confirmam o período de estiagem no município. “Esta quantia de chuva pode ser considerada baixa frente ao período de estiagem no município, sendo apenas capaz de minimizar o problema do abastecimento”, explica Beskow.
Para o leitor entender o volume da chuva
De acordo com a estação meteorológica, se considerarmos uma área de 1 hectare e se essa área for plana, totalmente impermeável e não houver evaporação, o total de chuva ocorrido na terça-feira (9,1 milímetros) resultaria em um volume de 91 mil litros de água (proveniente da chuva) a cada hectare.
O projeto do curso de Engenharia Hídrica transmite à UFPel, de minuto em minuto, informações sobre a quantidade de chuva, temperatura, umidade do ar, velocidade e direção do vento no Canguçu Velho, 1° Distrito. Um dos motivos para a escolha do local é a proximidade da nascente do Arroio Pelotas.
Barragem do Pantanoso tem sido acionada desde sexta para evitar racionamento
O chefe da unidade local da Corsan, Carlos Augusto Lima, afastou momentaneamente a possibilidade de racionamento de água em Canguçu. Na manhã de segunda-feira (28), ele visitou a barragem do Arroio Pantanoso, no 1° distrito, que tem sido acionada para abastecer a cidade. “A barragem do Moinho está cerca de 2,8 metros abaixo do nível normal. A situação foi estabilizada nos últimos dias, mas alertamos a população de que há o risco de racionamento”, diz Lima.
Para você entender
A barragem do Moinho é a que abastece a cidade de Canguçu. Ela faz bombear água até a barragem da Olaria, que fica próxima do Ginásio Conrado Ernani Bento. A partir daí, a água chega até a Estação de Tratamento (ETA), que fica na avenida 20 de Setembro, nos fundos do escritório da Corsan. A barragem da Olaria é vista como uma espécie de reservatório do Moinho. Como a barragem do Moinho está cerca de 2,8 metros abaixo do nível normal, a Corsan precisou recorrer ao Pantanoso. “Desde o dia 25 estamos usando água do Pantanoso durante 24 horas por dia, e a barragem não deu sinais de abatimento”, diz o gerente.
Postos de combustível foram orientados a não usar água da Corsan para lavar carros. O Posto Fitazul do Centro exibia, durante o último final de semana, cartazes que suspendiam a lavagem expressa e uso de rampa a partir desta segunda, justificando a medida devido ao risco de racionamento. Lima recomenda que os moradores evitem usar a água tratada pela Corsan para atividades como lavagem de carros e calçadas, pois o risco de racionamento é real.
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