08-08-2008
Agricultores já dispõem de R$ 1,4 bilhão para custeio da safra agrícola
Mais de R$ 1,4 bilhão para custeio da safra agrícola já está à disposição dos agricultores. Segundo o Banco do Brasil, ao contrário do que reclamaram produtores rurais, foram contratados em julho três vezes mais recursos do que no mesmo período do ano passado. A expectativa da instituição é liberar em torno de R$ 11 bilhões para financiar a safra brasileira nos próximos três meses.
Depois de tanto o setor produtivo pedir agilidade na equalização dos juros, a secretaria do Tesouro Nacional resolveu fechar acordo com os bancos até que a MP da renegociação das dívidas seja aprovada no Congresso e o Conselho Monetário regulamente a medida. A diferença entre os juros da taxa básica da economia, de 13%, e do crédito rural, de 6,75%, passa a ser arcada pelo Tesouro.
Antes do acordo, o Banco do Brasil operava com recursos da exigibilidade de depósitos à vista e de poupança. A instituição afirma que a demora nas regras de oferta de crédito não prejudicou as contratações, até porque a demanda é menor em julho.
No mês passado, o Banco do Brasil liberou R$ 1,29 bilhão para custeio, três vezes mais do que no mesmo período do ano passado. Mas o volume mais expressivo de contratações deve ocorrer entre setembro e outubro. Pelos cálculos da instituição, de agosto a dezembro, o volume de contratações deve chegar a R$ 11 bilhões. E a expectativa é de que os recursos liberados este ano sejam 10% maiores do que na safra passada.
�??O mercado está bom, os preços sinalizados estão muito bons, em função do clima também, há uma redução forte do endividamento. Então nós estamos com a expectativa que haverá maior demanda por recursos de crédito rural e o Plano Safra tem recursos suficientes para atender a essa demanda�?�, afirma José Carlos Vaz, diretor de Agronegócio do Banco do Brasil.
No último mês, os produtores reclamaram da dificuldade de tomar recursos do Plano Safra. Mas o diretor de Economia Agrícola da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz, alega que a demora é normal, porque julho é um mês de divulgação de normas, alteração do sistema e distribuição de recursos.
�??Onde envolve recursos equalizados, é o caso de recursos da caderneta de poupança rural para financiar operações de custeio, depende de portaria do Tesouro Nacional e essa tem todo um processo burocrático, que culminou aí, essa semana. Eu acho que com todas as dificuldades que tiveram recentemente está caminhando para normalizar�?�.
Canal Rural