Domingo, 07 de junho de 2026, 16:13h
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A partir de uma ligação telefônica, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) começa uma corrida contra o tempo para salvar uma vida. Porém como e quando inicia o atendimento ainda é incompreensível para muitos.
Conforme a enfermeira emergencista e responsável técnica do Serviço em Piratini, Hanaí Maruri, de 26 anos, que desde 2015 vive o cotidiano da central, são nove pessoas que integram a equipe - quatro técnicas em Enfermagem e cinco condutores socorristas.
“O Samu é um serviço público gratuito disponível 24 horas à população, que somente entra em ação com a liberação da Central Reguladora, situada em Pelotas, cidade para onde é direcionada a chamada que as pessoas fazem ao ligar para o número 192, o que é importante salientar, porque muita gente ainda acha que quando liga, somos nós que atendemos”, explica a responsável, ressaltando que a autorização para atender o caso se dá quando o ocorrido é uma emergência ou urgência.
Ela destaca a importância de fornecimento da maior quantidade de detalhes ao acionar o serviço, quando é necessário responder as perguntas realizadas pelo Técnico Auxiliar de Regulação Médica (TARME), que auxilia o médico, recebendo as informações e passando a falar com quem está no telefone.
Deste momento em diante para o médico, é crucial ouvir os questionamentos, responde-
los com clareza e fazer aquilo que o profissional orienta, pois ele diz como proceder com a pessoa que necessita de cuidados enquanto a unidade não chega.
“No calor de uma situação grave, é normal o desespero ao telefone, mas para quem está do outro lado da linha, detalhes como o endereço correto para que a ambulância chegue o mais rápido possível é de extrema importância”, explica a enfermeira.
Para o estresse da cena, que muitas vezes envolve os familiares ou populares em desespero, é necessário preparo técnico e psicológico, atributos que Hanaí garante em sua equipe, uma vez que os integrantes são profissionais prontos para enfrentar situações adversas.
“Estudamos, nos capacitamos, gostamos e temos segurança no que fazemos, assim, estamos aptos a atuar em situações complexas, inclusive, na qual muitas vezes não teremos ajuda, pois nossa realidade é de um município extenso com relação à zona rural”, disse.
Redator: Tradição Regional
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