Sexta, 10 de julho de 2026, 13:50h
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A secretária-geral de Governo, Miriam Marroni, esteve em Canguçu no primeiro dia de junho para apresentar o projeto para implantação de banda larga nos serviços públicos do município. O estudo técnico tem como principais objetivos promover e ampliar a conectividade, por meio de tecnologias como fibras ópticas, rádio Wi-Fi e rádio WiMax, para estruturar a ligação entre as redes dos municípios de Pelotas e Canguçu. “Canguçu tem a oportunidade de receber o projeto piloto por ser símbolo da agricultura familiar. O nosso desafio é levar serviço de banda larga aos rincões dessa extensa área e possibilitar o conhecimento de tecnologias aos agricultores”, justificou Miriam.
O serviço permitirá, por exemplo, que os agricultores mantenham contato frequente com a Emater e recebam tecnologias de manejo para uma melhor produção. Na área da saúde, será possível implantar o que o Governo do Estado chama de “telemedicina”: o paciente é submetido à consulta com a presença do médico, que envia as imagens feitas a um especialista. Este, por sua vez, emitirá o laudo final. Esta agilidade via internet evitará a rotina conhecida como “ambulancioterapia”, em que pacientes são transportados diariamente para serem atendidos em grandes centros.
A escrivã da Polícia Civil de Canguçu aposta na ideia para facilitar o registro de ocorrências na zona rural. “É possível fazer registro de ocorrências da zona rural, pela internet. Basta que sejam disponibilizado o acesso em escolas, por exemplo. Muitas vezes, um morador viaja 40 quilômetros para fazer isso na Delegacia de Polícia, que fica na cidade”, argumenta Aline Nunes. A implantação da banda larga na cidade possibilitará a viabilização da Rede Física de Telecomunicações para o Tráfego de Serviços Públicos que irá atender escolas, postos de saúde, hospitais, Polícia Civil, Brigada Militar e outros órgãos da administração pública estadual e municipal.
O estudo técnico foi desenvolvido em conjunto pela Secretaria-Geral de Governo (SGG), por meio da Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTITel), CEEE, Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital (Secom) e Procergs. De acordo com a proposta, Canguçu será a principal executora do projeto, que possui custo estimado de R$ 171,8 mil. O recurso poderá ser captado pelo município por meio de credenciamento em programas federais de inclusão digital.
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