S�bado, 06 de junho de 2026, 13:55h
Home Variedades
Durante as atividades alusivas ao Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, a professora Eva Maria Pinheiro, líder do Movimento Negro de Piratini, comentou em um dos eventos realizados sobre racismo, sobre as cotas para minorias em universidades e a preocupação com o futuro governo.
Para ela, no município, o tratamento e oportunidades desiguais devido ao racismo são perceptíveis de formas diversas, o que muitas vezes nem mesmo os integrantes da raça se dão conta ou tomam providencias.
“Em Piratini, o racismo é velado e existe em todos os espaços: educação, trabalho, entre outros. Quem o comete nem sempre se dá conta das marcas, da mágoa que deixa nos atingidos com esse absurdo. O alvo acaba, em algumas oportunidades, não percebendo o que ocorre, achando normal essa situação passível de repulsa, entendendo que isso bobagem”, diz a professora.
Por entender que os negros, inclusive, desde o princípio de sua idade escolar não contam com a mesma base financeira e espaço social para ter acesso à educação, Eva disse que é inteiramente a favor das cotas.
“Para nós as oportunidades são imensamente menores, assim, discordo que as cotas sejam uma maneira de inferiorizar componentes da raça, sendo na minha concepção uma forma de reparação por tudo que nossos antepassados passaram, uma vez que, foram instrumentos de trabalho de seus donos, tanto que estes foram indenizados quando perderam sua mão de obra escrava e aos judiados restou trabalhar pela comida quando a escravidão foi abolida. As cotas são apenas parte da resposta a este absurdo”, observa.
Ela conclui falando de sua preocupação com o futuro da negritude no Brasil após a eleição de Jair Bolsonaro, uma vez que ele já possui uma condenação por racismo, e seu futuro ministro da educação, Ricardo Vélez Rodrigues, outrora se manifestou contra a questão das cotas.
“Nosso futuro é uma incógnita. É preocupante e triste ver como o presidente trata as minorias, então não temos boas perspectivas, uma vez que ele diz que todos somos iguais, mas entendo que isso é uma realidade até que nossas diferenças nos descaracterizem, nos tornando por exemplo, impossibilitados de uma vaga de trabalho ou em uma faculdade, pois nessa hora as igualdade não nos contempla”, finaliza.
Redator: Tradição Regional
Fechar X
Fechar X
Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS
E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514
© Todos os direitos reservados