Sexta, 05 de junho de 2026, 09:54h
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A funcionária pública Angelita Bederode Silveira, de 47 anos - merendeira em uma escola do município - é uma apaixonada por animais, principalmente por cães, tanto que dos cinco cachorros que têm em sua casa, localizada na ERS-702, quatro não tinham donos e foram adotados por ela.
A nora Luciana Oliveira não foge à regra: tem outros quatro, também recolhidos de situações precárias. Entre os cães, uma fêmea que há quatro meses foi abandonada no Loteamento Maria Enilda e foi batizada de Pretinha e que para nora e sogra é especial. “Ela chegou se movimentando muito pouco. Levamos para o médico veterinário, que através de uma ressonância a diagnosticou com artrose degenerativa”, relembra Angelita. Ampliava-
se ali uma história de amor que vai beneficiar outros animais que assim como Pretinha, por ventura tenham perdido o movimento das patas.
Ao consultar sites que vendiam cadeirinhas e andadores para cães em situações como esta, ela achou o preço alto. “Somente com ela a conta já chegou a R$ 700, o que deu resultado, mas precisávamos de mais, pois queríamos que ela tivesse, ao menos, parte da independência, o que por causa da doença, já não acontecia”, disse Angelita.
Para que tivesse uma vida com menos dor e sofrimento, tratamento com remédios caros e muitas doses de amor, uma ideia foi tirada da internet.
“Usamos [ela e o neto Eric] canos e conexões de PVC e rodinhas de bicicleta para crianças e deu certo. Hoje, mesmo com alguma dificuldade, ela anda. Assim tive a ideia de passar a fazer os andadores para cães pertencentes a outras pessoas, basta me entregarem o material, que é de baixo custo, pois é muito triste os ver sofrendo por causa da deficiência”, relata, finalizando: “O cão é o único que você sai e volta e ele está ali, sempre te esperando”.
Redator: Tradição Regional
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