Sexta, 05 de junho de 2026, 03:04h
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Após 16 anos da implantação da água no município, o assunto ainda dá o que falar em Turuçu. Moradores da região onde fica localizada a caixa d’água reclamam que o reservatório sofre vazamentos diários. Segundo a dona de casa, Tuane Soares, o desperdício tem duração de, no mínimo, meia hora. “Faz tempo que a situação está assim. Marcamos reunião com a prefeita, mas ela não compareceu”, relata.
Conforme o vereador Marlon Centeno, foi realizado um pedido, por meio de indicação, de serviço na Câmara, junto ao vereador Uendel Carpes, com apoio de um amigo do parlamentar, Jardel da Silva, que cedeu um projeto para que avisasse quando estivesse para acontecer o derramamento, porém nada foi feito. “A culpa não é só da atual gestão. O mérito de ter água encanada hoje, inclusive, é deles. Entretanto, já se passaram oito anos e uma outra administração. Eles voltaram, estão há dois anos e ninguém fez nada”, garante Centeno.
Em entrevista, a prefeita Selmira Fehrenbach comentou que o Executivo tem conhecimento sobre o fato e explicou que o transbordamento ocorre devido à ausência de uma boia, a qual desligaria automaticamente a bomba. Conforme ela, a prefeitura já está em processo de compra do equipamento.
“Ela enche porque não há comunicação com o pessoal que está na Estação de Tratamento de Água (ETA) que não enxerga a caixa. Em horário de funcionamento da farmácia e do Conselho Tutelar, eles avisam quando enche, mas quando passa desse horário, ela acaba transbordando”, comenta.
A prefeita alega também que o município não vem sofrendo com falta de água. Segundo ela, em seu primeiro mandato, em 2001, foi feito uma parceria com Pelotas para obter encanamento pelo Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep). “Na administração passada, houve problemas por falta de pagamento da prefeitura - a dívida foi quitada com o Refis atual - e, com a falta de pagamento, o Sanep cortou a água. Com isso, o então governo ligou uma região à caixa, porém, a água chegava com pouca pressão. Estamos providenciando a compra de uma caixa d’água para a localidade, através de licitação”, destaca.
Cobrança da taxa da água
Questionada sobre a cobrança da taxa da água, Selmira garante que o valor está defasado - atualmente a taxa mínima é de R$ 9,78 - e que a administração municipal não tem recursos para oferecer, de forma gratuita, o abastecimento.
“Os produtos são caríssimos, tem o salário das pessoas que trabalham 24 horas no abastecimento, insumos, manutenção dos canos. Então tem muita coisa que a gente precisa manter. Hoje, uma casa que gasta R$ 9,78, a prefeitura gasta R$ 40 para abastecer a residência, ou seja, temos a despesa de quase R$ 30 em cada residência menor. Nas outras é ainda muito maior”, conta.
Conforme a prefeita, cortes devido à falta de pagamento, realizados neste mês, foram avisados previamente em novembro. “Há a possibilidade de pagamento da taxa no valor à vista, com desconto e parcelamento de até 36 vezes. A partir do segundo parcelamento, deverá ser pago 30% do valor de entrada para liberar um segundo parcelamento”, finaliza.
Redator: Tradição Regional
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