Quinta, 04 de junho de 2026, 16:45h
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O município de Pedro Osório situa-se na zona sul do estado. A divisão territorial compreende a sede e o Distrito de Matarazzo, que conviveu até década de 1970 com grande polo de granito, hoje terceirizado e com pouca expressão comercial, confrontando-se com inúmeros municípios na Metade Sul. Tem uma área de 602 km² e aproximadamente 8 mil habitantes.
Possui área de rios e córregos, além de barragens e açudes artificiais. O curso d’água mais importante é o rio Piratini que se apresenta como um dos seus limites. Com sua nascente na Serra das Asperezas, tem 132 quilômetros de extensão. Outro de relevante importância é o Arroio Basílio para os saudosistas, Santa Maria, onde é realizada a captação da água para a cidade, sendo que os rios se encontram na zona urbana da cidade.
No período de verão calmo e dócil, recepciona visitantes com fidalguia em seu camping. No período de chuvas, afasta da região ribeirinha seus habitantes, ou em momentos de “fúria e ira” invade a cidade, ocasionando destruição e perdas como assim o fez em 1959, 1983 e 1992, mas mesmo assim, é amado e considerado patrimônio natural do município.
Síntese de fatos de sua história
A Estrada de Ferro Rio Grande – Bagé, obra que teve estudos iniciais em 1879, tendo sua construção iniciada em 1881, após impasses diversos no seu início foi concluída em 1884. Este fato provocou o desenvolvimento do povoado, embora já existisse um acelerado processo de povoamento em ambas às margens do rio Piratini, junto ao Passo Maria Gomes, cuja passagem na mata a pedido desta importante moradora recebeu este nome. Este advento formou em torno da Estação Maria Gomes ou Piratini grande desenvolvimento.
Até então, a comunicação com centros e vilas, de maior crescimento, como Bagé, Rio Grande e Pelotas, se dava através de carretas de bois, barcas, lanchões e diligências. Estas últimas tinham linhas fixas semanais: Jaguarão, Arroio Grande, Piratini, Pelotas e Bagé, passando pelos povoados Estação Piratini - Maria Gomes. Eram empresas chamadas “piquetes”, como Piratinyense, João Inglês e Alexandre Nunes e, mesmo com inauguração da ferrovia elas continuaram ativas, só que fazendo linhas de conexão com os trens nas mais diversas estações.
No dia 02 de dezembro de 1884 foi inaugurada a linha e com ela uma pequena estação à margem esquerda do rio Piratini, denominada Estação Piratini – Maria Gomes. Desde então, tornou-se comum viagens entre Estação Rio Grande e Estação Piratini, principalmente no verão, fato este que provocou a necessidade de uma estação de maior porte que ocorreu em 1887, Estação Maria Gomes.
Este desenvolvimento provocou o surgimento de inúmeras residências e estabelecimentos comerciais em ambas às margens do rio. Ferroviários estabeleceram-se em torno desta rapidamente. A estação propiciava sob o vale do rio Piratini um desenvolvimento sem precedentes.
Na via Porto de Rio Grande, desembarcavam dos navios famílias de etnias italianas e libaneses, que junto aos ferroviários, foram, sem dúvida, maiores geradores de emprego e renda junto à Mineração Matarazzo - esta até final década de 1970. A estação, ao longo do tempo, por divergências políticas-administrativas junto ao governo do Estado, trocou de nome diversas vezes. No início da década de 1930 recebeu a denominação de Ivo Ribeiro, homenagem a engenheiro por construções de pontes. Em 1931, o coronel Osvaldo Cordeiro baixou decreto mudando a denominação, chamando-se Paraíso uma referência a antiga estância, de Capela de São Francisco, segundo dados possuía ela muitas destas árvores.
Posteriormente, por haver distrito mais antigo a administração foi obrigada a mudar para Olimpo. Identificando-o ao Monte Olimpo, a mitologia e sagradas montanhas das divindades da Grécia antiga.
O novo município
No momento em que se falava em emancipação política de Pedro Osório, discutia-se como seria a nova denominação do município, e no dia 20 de novembro de 1957, na Secretaria do Clube Piratini, reuniram-se em sessão a Comissão Emancipacionista de Vila Olimpo, e decidiram que o novo município se chamaria Pedro Osório, em justa homenagem a esse grande homem público. Em 1996, o município se divide, pois Cerrito se emancipa.
Em 31 de dezembro de 1959, acontece a instalação do Executivo pedro-osoriense, escolhido nas eleições do dia 8 de novembro do mesmo ano, o primeiro prefeito: Jaime Pons (candidato da União Democrática Nacional – UDN). O Legislativo foi instalado no mesmo dia.
*Escrito por José Eugênio Perez (Juca do Basílio)
Redator: Tradição Regional
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