Quinta, 04 de junho de 2026, 13:37h
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Completando duas semanas de implementação das determinações do Ministério Público (MP) na próxima segunda-feira (15), o movimento de universitários reunidos no entorno da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), na rua Gonçalves Chaves, Centro, é, visivelmente, menor após novas medidas para bares da localidade referente a proibição de consumo de bebidas alcoólicas na rua. Com fiscalização em vigor, todos os estabelecimentos estão cumprindo as exigências para manter as portas abertas, conforme informações do secretário municipal de Segurança Pública, Tenente Bruno.
A série de ações para coibir as atitudes na região foi iniciada no ano passado e, segundo o responsável da pasta, quase foram anuladas na época, porém não tiveram sucesso com a volta às aulas no início deste semestre. “Recorremos, mais uma vez, ao MP e junto às demais autoridades, desenvolvemos uma estratégia. Houve pedido aos comerciantes a colaboração para garantir o funcionamento”, ressalta.
Para o 2º promotor de justiça da Promotoria de Justiça Especializada de Pelotas, André Barbosa de Borba, com o monitoramento da Guarda Municipal, os órgãos públicos estão aguardando os resultados para estudar os próximos passos.
“Nós continuaremos monitorando a situação, se não houver cumprimento por parte dos estabelecimentos, cogitamos a possibilidade de recomendar a cassação dos alvarás. O comerciante pode impedir que a bebida que ele vende não possa sair do estabelecimento. Se o cliente quiser consumir a bebida na rua, ele pode não vender”, afirma Borba.
Sobre a pauta, o Legislativo acredita que faltou fiscalização da prefeitura no passado. O vereador Marcus Cunha (PDT) acredita que ações no passado não teriam deixado a situação chegar no ponto que estava. “O Executivo deveria legislar sobre a questão, não permitindo que ao redor de instituições de ensino tenha venda de bebida alcoólica, acho que é incompatível, junto com o som alto”, garante.
Já a vereadora Fernanda Miranda (PSOL), acredita que o problema se dá pela falta de espaços culturais para os universitários, que tem o ponto de referência como local de encontro. “Tem que se pensar em espaços onde a juventude possa frequentar, sem prejudicar ninguém. Temos que pensar que a cidade é um polo universitário”, defende.
O chefe do gabinete da UCPel, professor Demócrito Pinto, acredita que a solução do problema quanto à perturbação nas aulas passa pela prática das determinações e pela manutenção das ações de fiscalização. “A parte operacional e fiscalizadora será feita em conjunto com a Secretaria Municipal de Segurança Pública e a de Mobilidade”, alega.
Para o proprietário do Lanches do Marcelão, Marcelo Ross Garcia, os bares estão pagando pelos frequentadores que “faziam bagunça”. “O pessoal bagunçou e realmente era muito complicado. Ao invés de terem fiscalizado, prejudicaram os comerciantes da rua. Hoje não podemos nem vender para quem quer levar para casa”, desabafa.
“Isso não é culpa das autoridades, é da situação que estava acontecendo. Tivemos que mudar muito a nossa maneira de trabalhar com a diminuição do número de funcionários e tudo mais (sic). De repente, foi uma falta de policiamento, falta de diálogo entre as pessoas”, acrescenta Garcia.
De acordo com o comerciante, atualmente, o movimento é cerca de 30% menor do que era antigamente, o que impacta diretamente nas vendas. “Eu, como Lanches do Marcelão, estou me adequando para seguir as determinações. Fizemos reforma na lancheria e aumentamos o lugar. Acredito que, infelizmente, muitos colegas vão acabar fechando as portas”, comenta.
Nova etapa
Em visita ao local na noite da última quarta-feira (10), o secretário de Transporte e Trânsito (SMTT), Flávio Al Alam, indicou as próximas medidas para manter o sucesso da operação. Desde quinta-feira (11), é proibido o estacionamento das 18h às 6h, com objetivo de evitar que as pessoas parem o carro no local para consumir bebidas alcoólicas, ficando apenas embarque e desembarque. “Os ônibus universitários que tinham sido remanejados para Félix da Cunha, entre Dom Pedro e Três de Maio, voltará a parar na frente da instituição”, informa.
Redator: Tradição Regional
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