Quinta, 04 de junho de 2026, 11:28h
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Deslocamento sustentável sobre duas rodas: foi apresentado pela prefeita Paula Mascarenhas (PSDB), no dia 12 de abril, o projeto Bikepel, regulamentado pelo Decreto 6.165. Com objetivo de melhorar a mobilidade urbana de Pelotas, além de contribuir com a diminuição da emissão do gás carbônico, altamente poluente.
Paula destacou, junto ao vice-prefeito Idemar Barz (PTB), o secretário de Transporte e Trânsito (STT), Flávio Al Alam, o secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Catarina Paladini, os vereadores do PSDB José Paulo Benemann e Enéias Clarindo, além do pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Otávio Peres, que o município é privilegiado com seu relevo plano para a implementação do serviço, representando a busca por caminhos e soluções inovadoras para problemas que atingem o deslocamento de pessoas e a poluição do meio ambiente. Cidades como Porto Alegre, Curitiba, São José dos Campos e São Paulo foram citadas como exemplo de execução do projeto.
Atualmente, Pelotas conta com cerca de 50 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas. “O Bikepel democratiza e conecta a cidade através do transporte público, tornando-a inovadora e mais acessível”, afirmou a governante.
As primeiras 17 estações serão implementadas pertos dos campi universitários da UFPel e da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), visando beneficiar os estudantes, que hoje contemplam, aproximadamente, 24% da população pelotense. Inicialmente, serão disponibilizadas 150 bicicletas e estações instaladas até a metade dos bairros do município.
Funcionamento
O formato será como concessão a ser explorada por uma ou mais Operadoras de Tecnologia de Transporte Credenciadas (OTTC), disponibilizando estações fixas ou não. A gestão optou pela troca do modelo - anteriormente seria licitada apenas uma empresa -, devido às melhorias tecnológicas observadas nos últimos anos, como o sistema dockless, que permite que a próxima bicicleta tenha a trava, ao invés de ser necessário um paradouro.
O aluguel das bicicletas será pré-pago por tempo contratado, opções que serão ofertadas pela operadora, podendo ser por horas, dia, semana, mês ou ano. A empresa licitada terá liberdade para fixar o valor do serviço, que dever ser apresentado e justificado. Será fiscalizado possíveis práticas consideradas desleais ou abusivas.
Durante o evento, também foi apresentada a logomarca que identificará os veículos de transporte.
Até o momento, estão em debate dois tipos de estação: a fixa, que apresenta infraestrutura para a devolução e a retirada das bicicletas, composta de terminal com monitor para interatividade dos usuários, painel informativo, bicicletário, dispositivo para travar e liberar as bicicletas; e a livre (dockless), que contará com local sinalizado e situado em via pública, sem paraciclo, bicicletário ou zeladoria, destinada exclusivamente à permanência, retirada e devolução de bicicletas do serviço de compartilhamento, conforme regras de cada serviço. A Área de Estacionamento destinada às bicicletas compartilhadas sem estação pode estar localizada na pista, calçadas e outros pontos, como: parques, áreas de lazer e calçadões, mediante permissão da STT.
Este modelo ainda conta com dispositivo para liberação e travamento pelos usuários na própria bicicleta e sistema de GPS para localização e comunicação de dados sem fio.
Conheça os pontos sugeridos até então para instalação das estações:
1) Campus Anglo – UFPel
2) Praça da Alfândega – UFPel
3) Campus Porto
4) Campus II - UFPel
5) Praça Conselheiro Maciel
6) Praça Coronel Pedro Osório (Casarões)
7) Praça Coronel Pedro Osório (Largo do Mercado Central)
8) Praça 20 de Setembro
9) Avenida Duque de Caxias
10) Colégio Pelotense
11) Parque Dom Antônio Zattera
12) Avenida Dom Joaquim (Escola Estadual Cassiano do Nascimento)
13) Avenida República do Líbano (Esef/UFPel)
14) Praça do Colono
15) Avenida Fernando Osório
16) Parque da Baronesa
17) Rótula da avenida Ferreira Viana.
Itens necessários para as bicicletas integrarem o Bikepel
- Ser exclusivas para projetos de compartilhamento de bicicletas, não podendo ser comercializada, para evitar possíveis furtos e roubos;
- Ser novas, sem uso anterior;
- Ter peso máximo de 20 quilos;
- Ter assento anatômico, permitindo variação de altura para o chão de no mínimo 83 centímetros;
- Ter para-lamas dianteiro e traseiro;
- Apresentar dispositivo protetor da coroa, corrente e catraca, com o objetivo de proteger e de evitar acidentes com o usuário;
- Conter freios dianteiro e traseiro, com os manetes posicionados no guidão, resistentes às quedas e intempéries;
- Apresentar: descanso lateral (pezinho) e cesta parafusada ao guidão.
Redator: Tradição Regional
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