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19-04-2019

Corede-Sul defende construção de PS regional em Pelotas


Foto: Vitória Leitzke/JTR Demandas foram entregues para autoridades políticas presentes

Na última segunda-feira (15), foi realizada uma reunião organizada pelo Conselho Regional de Desenvolvimento da Região Sul (Corede-Sul) com deputados eleitos da região para discutir a atual situação das áreas da saúde e os setores leiteiros e da pesca na metade sul do estado. Durante a pauta, foi levantada a hipótese de construção de um Pronto Socorro Regional em Pelotas. 


O vice-presidente da organização e provedor da Santa Casa de Pelotas, João Francisco Neves da Silva, alega que a ideia, inicialmente estipulada em R$ 10 milhões, foi classificada pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) como projeto do Tipo 1, ou seja, razoavelmente bem definido e com total possibilidade de financiamento com recursos administrados pelo BRDE. “Entendemos que sua efetivação seja do interesse dos deputados estaduais e federal da Região Sul, como pauta positiva em suas agendas para atender demandas regionais, trazendo benefícios para nossas comunidades”, garante. 



Conforme Silva, atualmente, no setor de traumatologia, que tem a Santa Casa como referência regional, são oferecidos 32 leitos, tendo, no momento, 60 pessoas internadas. Para o prefeito de Jaguarão, Favio Telis (MDB), único governante da região presente, a alternativa é viável, porém, “é necessário deixar claro quem irá administrar”. Ele ainda ressaltou que destinou 27% do seu orçamento para a saúde no município jaguarense. “Alguma área foi penalizada, mas fiz minha escolha como prefeito e médico”, comenta. 


Leite e pesca


O presidente do Corede-Sul, Ronaldo Maciel, abordou na ocasião as dificuldades enfrentadas pelo setor leiteiro nos últimos anos, como elevação nas importações de leite em pó da Argentina e Uruguai, de 2015 a 2017, bem como a redução das importações de lácteos no último ano. “Hoje em dia, o consumo é de 165 litros habitante/ano de leite no estado. O RS produz o dobro”, explica. 


No encontro, foram reunidas as principais demandas do setor leiteiro para manutenção/incremento da atividade leiteira para serem apresentadas para os deputados, sendo eles: análise dos impactos que a importação de lácteos pode causar diante da redução do consumo no país; investir na qualificação dos produtores e possíveis sucessores na atividade; equalizar a questão tributária entre estados da união; investir na busca de mercados externos que equalizem a balança comercial de lácteos; realização de campanhas de mídia para valorização do leite produzido no RS; maior aporte de recursos, via financiamento ou convênio, para a implantação de pastagens perenes, irrigação, aquisição de equipamentos e correção de solo; implantação de políticas de apoio a gestão da atividade leiteira; políticas públicas para aquisição de terras e sucessão familiar; qualificar a oferta de energia elétrica no meio rural visando a adoção de tecnologias adequadas de produção; e facilitar o acesso a financiamentos para uso de energias alternativas com juros acessíveis.


Sobre a pesca regional, o presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento de Arroio Grande, João Carlos Caldeira, também apresentou as dificuldades enfrentadas pelo setor da pesca artesanal nos últimos anos e principais demandas do setor, separado pelos itens: estruturante, ambiental e econômico, além de saúde pública. Falta de organização da cadeia produtiva, baixos estoques de peixe e a extinção do Ministério da Pesca foram um dos pontos discutidos na reunião. “O último recurso que recebemos do Ministério da Pesca foi em 2008”, declara. 


Dos oito deputados estaduais e federais convidados para a reunião, apenas os deputados estaduais Fernando Marroni (PT) e Zé Nunes (PT) se fizeram presentes. Os deputados estaduais Luiz Marenco (PDT), Luiz Henrique Viana (PSDB), Pedro Pereira (PSDB) e Fábio Branco (MDB), além dos federais Afonso Hamm (PP) e Daniel Trzeciak (PSDB) foram representados por assessores devido a outros compromissos de agenda. 


Principais demandas do setor da pesca artesanal para manutenção/incremento da atividade:


Estruturante


- Organizar a cadeira produtiva do pescado;


- Estabelecer uma política nacional para a pesca artesanal e profissional definindo o conceito e público;


- Capacitação gerencial dos coordenadores de estruturas coletivas de comercialização;


- Estabelecer um conselho gestor municipal (assistência técnica, poder público, gestor privado) para as unidades de processamento de pesca coletivas, visando uma gestão compartilhada.


Ambiental e econômico


- Organizar o turismo na pesca estabelecendo regras e propondo a infraestrutura necessária, levando em conta aspectos econômicos e ambientais;


- Recursos financeiros direcionados a atividade fim (pescador);


- Aproveitar a estrutura da Barragem do Chasqueiro para produção de alevinos visando o repovoamento das lagoas e fornecimento a piscicultores da região.


Saúde pública


- Estabelecer pontos de comercialização regional utilizando containers adaptados para este fim - último recurso foi em 2008 no Ministério da Pesca.


 

Redator: Tradição Regional



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