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10-05-2019

ESPECIAL JTR: Cras, a acolhida contra a ameaça, o abandono e a negligência em Morro Redondo


Foto: Luciara Schneid/JTR Coordenadora Ester Sias comenta sobre os serviços realizados pela equipe do Cras, que atualmente atende 289 usuários

Engana-se quem acredita que um pequeno município como Morro Redondo, com uma população de um pouco mais de 6,5 mil habitantes, não possui problemas sociais. Eles existem e não são poucos: envolvem crianças, adolescentes, mulheres e principalmente idosos. No Centro de Referência em Assistência Social (Cras), eles encontram a acolhida de que necessitam. São inúmeras as histórias que chegam ao centro, dramas pessoais que têm a sua solução encaminhada da melhor forma possível pela equipe de servidores. 


Com 10 anos de atividades, o Cras é um órgão municipal, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde e tem à sua frente a gestora de Recursos Humanos, Ester Sias, que substituiu em julho do ano passado, a antiga coordenadora Giovane Pedrotti. Entre os legados deixados pela administração anterior, Ester enaltece o projeto da atual sede, localizada na avenida das Margaridas, 14, no Centro do município, construída com recursos federais e com obra iniciada durante a gestão anterior. A inauguração ocorreu no dia 4 de abril. “Foi uma grande aquisição e que se tornou primordial para o bom andamento do nosso trabalho”, ressalta.



Ela explica que o Cras possui uma boa equipe, composta por 16 profissionais – além dela, uma psicóloga, uma assistente social, uma estagiária do curso de Serviço Social, um auxiliar administrativo, uma servente, um motorista, além de dois estagiários e os oficineiros (professores), no total de sete. À primeira vista, a equipe parece ser grande, mas se torna pequena diante de tantas tarefas. 


Atualmente, são 13 os grupos de convivência ativos e outros seis estão em formação, totalizando 289 usuários. O órgão também é responsável pela coordenação e execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que possui 292 famílias cadastradas.


Conforme Ester, dentro da organização do Sistema Único de Assistência Social (Suas), os programas, projetos, serviços e benefícios são desenvolvidos nas regiões de maior vulnerabilidade e tem a família como foco. Segundo ela, as ações são organizadas a partir da proteção básica e especial. “No caso do nosso município, trabalhamos com a proteção básica, com o objetivo de prevenir a ocorrência de situações de vulnerabilidade e riscos sociais nos territórios”, explica.


Entre as ações preventivas, estão as oficinas, com o objetivo de proporcionar uma ocupação, entre elas, de artesanato, reforço escolar, educação física para crianças, idosos e grupos de mulheres, taekwondo, Brigada Mirim, Banda Marcial e Coral Municipal. “Estamos mobilizando os quilombolas com a intenção de iniciar uma oficina de música e um grupo de mulheres”, salienta. 


Entre outras ações executadas pelo Cras, ela cita o acolhimento e oferta de informações, encaminhamentos para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Defensoria Pública Federal e Estadual e para o passe livre (Faders-Poa). “Atendemos as demandas do Conselho Tutelar, Ministério Público, Fórum, Conselho do Idoso e secretarias de Educação e Saúde”, conta Ester. 


Também atendem o Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal para programas sociais e bolsa família, com a gestão deste programa, o Primeira Infância Melhor (PIM) para crianças até quatro anos, além da concessão de benefícios eventuais.


Segundo a coordenadora, os profissionais do Cras não ficam apenas na sede esperando as demandas e denúncias. Eles realizam visitas domiciliares e análises da situação familiar, quando necessário para, por exemplo, a concessão de isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Além disso, uma vez por semana, os serviços são descentralizados junto à Unidade Básica de Saúde (UBS) da comunidade Açoita Cavalo. “A nossa psicóloga também realiza avaliação psicológica às escolas da rede municipal quando solicitado”, salienta.


São muitas as atribuições do Cras, que se faz presente junto às famílias, quando necessário, para socorrer e oferecer uma saída, muitas vezes um direito que a pessoa nem sequer sabia que possuía. “Realizamos o planejamento e implementação do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)”, ressalta. 


Além disso, cabe aos servidores do Cras, alimentar o sistema de informação e registros de ações (RMA. Sisc, Cadsuas e Suasweb) e participar das reuniões preparatórias ao planejamento municipal. “Também acompanhamos medidas de prestação de serviço comunitário e socioeducativo e executamos proteção social especial”, finaliza.  


Redator: Tradição Regional



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