Quinta, 09 de julho de 2026, 18:12h
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O ciclista chegou ao município no último domingo, aumentando para 1.026 o número de cidades conhecidas
Viajar em uma bicicleta para conhecer o Brasil, dormindo em rodoviárias, albergues ou postos de gasolina. Essa tem sido a rotina do ciclista José Nilton Brito, de 55 anos, há três anos e quatro meses.
Nascido em Xinguara, no estado do Pará, ele partiu em junho de 2009 do Tocantins para uma jornada de 50 mil quilômetros em todo o país. Próximo a completar o seu objetivo, com 48 mil quilômetros já percorridos, José chegou em Canguçu no último domingo (30), após passar por Piratini e Capão do Leão. Com a visita ao município, já são 1.026 cidades conhecidas durante o percurso.
O desejo desta aventura surgiu há muitos anos, quando assistiu um documentário sobre um casal que percorreu o continente africano de carro, e prometeu que faria o mesmo com uma bicicleta.
“Eu sou um apaixonado pela diversidade cultural e queria conhecer os ribeirinhos, a classe indígena, os camponeses do nordeste e este Brasil europeu que é o sul do país”, contou o ciclista em entrevista ao Jornal Tradição Regional na tarde de segunda-feira (1º).
Ele pedala cerca de oito horas por dia. Desde que partiu, só manteve contato com a família por telefone. Neste meio tempo, nasceu um neto que ainda não conhece pessoalmente. “É claro que sinto saudades, mas optei por separar razão de emoção para poder realizar este sonho e não me tornar um homem frustrado”, disse.
Ao sair de Canguçu, onde conheceu, por exemplo, o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, Brito se dirigiu à Encruzilhada do Sul. Ele irá ao Norte do Estado e voltará até o Chuí para conseguir completar os 50 mil quilômetros, o que corresponde a mais de uma volta ao redor da terra.
O resultado da viagem, além dos nove quilos a menos, são oito cadernos com recados de pessoas que conheceu durante este período. Com o material pretende lançar um livro. O ciclista se orgulha ao poder dizer que conhece um pouco de cada estado brasileiro e destaca dois em especial. Gostei de todos os lugares que conheci, mas os gaúchos e os mineiros são povos muito hospitaleiros”.
Situações difíceis fizeram parte do percurso. No começo da viagem, no estado do Amapá, foi assaltado, passando pela mesma situação no estado de Pernambuco, onde roubaram a câmera com as fotos que havia feito da travessia da rodovia transamazônica, no Amazonas. A aventura também o tornou famoso. José já concedeu entrevistas para o portal R7 e também para o programa Globo Esporte.
Se uma possível parceria com o grupo Armazém Paraíba, fabricante da bicicleta Huston, der certo, o trajeto de volta para casa será feito pedalando. Caso contrário, a viagem será feita de avião. Ao ser questionado se faria tudo outra vez, ele foi categórico. “Agradeço a Deus por ter me feito acreditar neste sonho. Mas confesso que não teria coragem de fazer novamente”.
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