Quinta, 09 de julho de 2026, 18:12h
Home Variedades
Isabel de Souza é um dos membros da cooperativa e preocupasse com o futuro da entidade
Tirar do lixo produzido em Piratini, o sustento familiar e, o mais importante, reduzir o impacto dos resíduos no meio ambiente. Estes são os objetivos dos 22 membros da Cooperativa de Reciclagem Solidária de Piratini (COOPIRATINI) que vai permitir ao município enquadrar-se na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que deu aos governos municipais e estaduais prazo de dois anos para elaborar um plano de ação, com metas para redução e reciclagem do lixo produzido pela população.
Criada devido à preocupação em destinar de forma adequada o lixo gerado na cidade, transformando este em ocupação rentável, a cooperativa encontrou em um exemplo de desperdício de dinheiro público - situado à beira da RS-702 - a solução para a falta de espaço físico para a unidade, onde atuam 18 mulheres e três homens. O local, um antigo silo construído para secagem e armazenamento de grãos em 2006 - que nunca foi usando para este fim -, foi cedido pela prefeitura municipal à COOPIRATINI, tornando-se um símbolo de esperança para quem busca viver do que é descartado.
“A maioria de nós, para conseguir sustentar suas famílias, depende de outras atividades, por isso atuam aqui na cooperativa quando estão de folga”, explica a recicladora Isabel de Souza, enquanto prepara um dos fardos de papelão que, para assegurar o futuro financeiro da entidade, terá que ser transformado em dinheiro rapidamente. Em meio a garrafas de refrigerante, embalagens de suco e leite longa vida, ela fala sobre a expectativa do primeiro negócio. “Por enquanto só sabemos que conseguiremos formar uma carga de pet para ser vendida em novembro”, garante.
Sem ganho, sem telhado e à espera da solidariedade
Sem nenhum recurso, eles já arrancaram no prejuízo. O temporal do dia 18 de setembro que destruiu o Centro de Eventos, também atingiu o telhado do galpão. Parte da cobertura de zinco foi levada pelos ventos, comprometendo a continuidade do projeto estrutural feito por membros da Universidade Católica de Pelotas, que apóiam a iniciativa. “Cada folha de zinco custa R$ 95,00 e nós não temos nada. Precisamos substituir o que foi destruído porque lidamos com materiais que, se molharem, estragam e perdem sua utilidade”, argumenta Isabel, preocupada com o futuro. “Nosso trabalho é bom pra cidade e para o meio ambiente, então temos certeza de que seremos ajudados”, acredita. Para colaborar com a troca de parte do telhado arrancado pelos ventos, os telefones para contato são o (53) 9948.2129 e (53) 9114.2193.
Fechar X
Fechar X
Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS
E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514
© Todos os direitos reservados