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05-12-2012

Animais vítimas de maus-tratos recebem cuidados em Pelotas


Foto: Maria Maurente/RBS TV Macacos-prego recebem tratamento e logo serão reintegrados à natureza

 Resgatados em Rio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul, há cerca de um mês após uma denúncia, três macacos-pregos agora recebem tratamento, alimentação e em breve serão reintegrados à natureza. Eles vivem no Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre (NURFS) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O projeto existe desde 1998 para receber e tratar animais silvestres vítimas de maus-tratos, do tráfico e do abandono.


“Esses macacos estavam tão magros e famintos que para imobilizá-los precisamos apenas de iogurte com tranquilizantes”, conta o biólogo Marco Antônio Afonso Coimbra. Hoje, os dois machos e uma fêmea alimentam-se de frutas e se exercitam na gaiola, adquirindo força e condições de serem soltos. “Esse é nosso principal objetivo. O núcleo não é um zoológico, quanto mais animais conseguirmos soltar, melhor”, diz o coordenador do projeto, o biólogo Luiz Fernando Minello.



Atualmente, o núcleo abriga cerca de 400 animais, especialmente aves. A cada ano, pelo menos 600 pássaros são levados para o local - a maioria vítima de maus-tratos, mas também apreendidas em torneios, do tráfico de aves silvestres ou até mesmo filhotes que caem dos ninhos. “É comum recebermos bichos em gaiolas com até 10 centímetros de fezes. As pessoas acham que assim mantêm o pássaro aquecido, o que é um erro”, conta Minello. De acordo com o biólogo, normalmente as aves estão sem água e com o bico machucado por tentarem sair da gaiola.


O centro abriga ainda um grande número de caturritas, entre exemplares adultos e filhotes, que não podem passar pelo processo de reintegração. “Ela são consideradas pragas, pois não têm competição na natureza. Seu único predador seria o gavião, que não existe em quantidade suficiente para realizar essa tarefa. Elas atacam as lavouras e se reproduzem com muita facilidade, por isso não podem ser soltas”, explica Minello.


O NURFS é responsável por receber animais silvestres oriundos da região sul do estado. Normalmente, são levados pela polícia ambiental ou por voluntários. Pode ser designado pelo Ministério Público para tratar também de animais considerados exóticos, como o hamster. Para obter mais informações o telefone é (53) 3275.7227.


Fonte: G1



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