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07-12-2012

 Velocidade não respeitada, risco constante


Foto: Nael Rosa Insegurança permeia a vida dos pedestres

Asfalto em boas condições, via de acesso direto ao centro da cidade, desrespeito à sinalização. Estes três motivos, tiram o sono e mantém em situação de apreensão constante os moradores da rua 24 de Maio, que precisam utilizar uma das três entradas da cidade recentemente asfaltadas pela Prefeitura de Piratini. 


No local, dois extremos que reúnem o lado positivo e o negativo: com a chegada do asfalto, a imediata valorização das moradias e a elevação dos preços do terrenos, que custavam em média R$ 15 mil até então, e hoje ultrapassam os R$ 30 mil. Em contrapartida, a preocupação diária em não ser ou ter um familiar atropelado pelos veículos que, ao preferirem a via por sua melhor localização geográfica para entrar ou sair da cidade, a mantém com trânsito constante e perigoso para os residentes.



Em processo final de formação, a popular rua da Genoveva não tem calçadas, o que obriga aos pedestres e residentes, a um vai e vem pela estreita faixa asfáltica, dividindo espaço com carros, motos, caminhões e até carretas. “Ainda bem que ele não corria tanto, pois se estivesse, não sei o que teria acontecido”, relata a dona de casa Solange Vieira, ao relembrar o acidente que sofreu ao ser atingida no cotovelo pelo retrovisor de um carro.


Ela conta que o trânsito aumenta no final da tarde, mas que raramente motoristas respeitam a sinalização que indica 40 quilômetros por hora. Já a funcionária pública Joseane Ferreira vai além. “Aqui, são cometidos todo tipo de infração de trânsito que se você possa imaginar, contrariando ao que é indicado para a prática da direção defensiva, inclusive ultrapassagens são feitas em alta velocidade”, conta Joseane, fazendo uma previsão macabra, mas real, baseada nos diversos atropelamentos de cães que ali ocorrem. “Infelizmente, se continuar assim, é uma questão de pouco tempo para uma pessoa ser atropelada”, acredita.


Assim como a vizinha Solange, ela aponta a falta de acostamento e a rua estreita como agravantes do risco e entende que, o que a legislação proíbe, resolveria o problema. “A lei mudou e não permite que quebra- molas ou tachões (tartarugas) sejam instalados no perímetro urbano, então, ando com ela na faixa sempre com muito cuidado e medo”, disse a funcionária pública, referindo-se a filha Poliana, de 6 anos.


A rua está devidamente sinalizada com placas implantadas pelo setor de trânsito da prefeitura. Em vários pontos a velocidade máxima permitida é de 40 quilômetros horários, mas nos dez minutos que a reportagem esteve no local, foi possível testemunhar carros de portes diferentes andando com o dobro do permitido.


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