Quinta, 09 de julho de 2026, 06:39h
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Acostamento pequeno traz risco aos pedestres que usam a rodovia para pratica de caminhada
A morte da idosa Deloá Luçardo, 63 anos, em novembro enquanto ela e uma irmã caminhavam na rodovia ERS-702, em Piratini, gerou discussões em torno do risco que pedestres correm ao utilizar a via na busca pela saúde, pondo a vida em risco. Diariamente, pessoas das mais variadas idades dividem espaço com carros, caçambas, caminhões e até mesmo carretas que trafegam pela rodovia.
Entre os veículos e os praticantes de caminhada, apenas um estreito acostamento com menos de um metro, incapaz de proteger efetivamente os atletas amadores, mesmo assim, a maioria dos pedestres opta por andar na contramão, um evidente agravante, e fator decisivo para o atropelamento de Deloá. “Na contramão fica mais fácil para poder cuidar os carros que trafegam de frente pra gente”, argumenta o barbeiro Nilton Castro, usuário da rodovia. “A saída seria Piratini ter um circuito adequando para este tipo de exercício, como já existe em Canguçu. Hoje, o mais próximo que temos é a área da Associação Rural, que é privada”, lembra o barbeiro.
Com a mesma justificativa, o comerciante Oslito Silveira, 67 anos, anda na contramão da via para seguir a risca a recomendação médica, fazendo cerca de três quilômetros por dia no asfalto. “Daqui eu estou vendo o que vem de frente pra mim e, penso que se o motorista e o pedestre obedecerem às leis de trânsito, há lugar pra todos”, entende o comerciante, acrescentando que a limpeza do escasso acostamento, reduzido pelo avanço do mato, seria importante para a segurança dos pedestres.
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