Quinta, 09 de julho de 2026, 03:54h
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Ao desabar em novembro do ano passado, o telhado do antigo cinema, localizado nas ruas Comendador Freitas e Travessa Tiradentes, agravou uma situação que há anos é motivo de medo principalmente para quem reside próximo ao prédio. O casal Adão e Iara Oliveira, do quintal ou da janela do piso superior de sua residência, conseguem ver de perto o perigo que a estrutura pode acarretar, principalmente em dia de vento forte.
Demonstrando extrema indignação com a situação, eles vêm tentando chamar a atenção da Prefeitura de Piratini, dos herdeiros de Venâncio Alves de Oliveira e da Mitra Diocesana de Pelotas, Paróquia Nossa Senhora da Conceição, que adquiriu boa parte da área. “Não queremos tumultuar e nem pressionar ninguém, apenas estamos pedindo socorro para um prédio que corre o risco de desabar. Praticamente nada foi feito, apenas uma fita colocada pela prefeitura na calçada e que foi retirada pelos pedestres”, reclama Iara.
Ela se refere a fita de alerta usada pela fiscalização municipal para impedir que os pedestres trafegassem na calçada, onde telhas já despencaram e ameaçam cair a todo o momento. Já o marido Adão alerta para os vislumbra riscos em caso de um novo temporal. “É de impressionar e só vendo para acreditar. A parede que dá para nossa casa balança e está prestes a cair, pois o peso que a sustentava, o telhado, já cedeu. Dependendo da direção do vento, ela vai desabar na direção da nossa casa”, prevê o morador.
Afrânio Ramalho, outro morador da rua, é outro inconformado com a situação. Enquanto aponta para o alto para mostrar as telhas que despencam e a estrutura abalada, responsabiliza o poder público municipal pela falta de ação. “Já fui no Ministério Público e nos bombeiros e foi isso que ouvi”, conta o aposentando.
Urbanismo isola área do prédio em risco
Após ouvir as reivindicações insistentes dos moradores da área, a Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos de Piratini, mais uma vez isolou à área onde está localizado o prédio do antigo cinema. Ação busca impedir que pedestres trafeguem na calçada, onde telhas do restante da cobertura que desabou em novembro, caem com a ocorrência de ventos fortes. Desta vez, no lugar das fitas de alerta que demonstraram ser pouco eficazes, a prefeitura construiu um isolamento em madeira com pouco mais de meio metro de altura.
Em contato com o setor jurídico da Prefeitura de Piratini, a reportagem recebeu uma cópia da ação judicial iniciada pelo Executivo em fevereiro de 2012 e ainda em tramite na comarca local, responsabilizando os sucessores de Venâncio Alves de Oliveira e a Mitra Diocesana de Pelotas, proprietários, e pedindo que estes deem solução para o prédio que a cada ano apresenta mais complicações estruturais, deixando claro o risco de desabamento.
Conforme manifestação preliminar do juiz da comarca, Roger Xavier Leal, a principio, o pedido foi indeferido, pois os laudos técnicos apresentados junto a ação, comprovam a estrutura danificada, mas também apontam que se um possível desabamento ocorrer, tanto o telhado como a parede danificada tombarão para o interior do prédio, não oferecendo riscos a integridade física dos moradores vizinhos.
Redator: Assessoria de Imprensa
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