Quarta, 08 de julho de 2026, 14:44h
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Durante programação da Semana da Mulher, que começou no dia 1º e se estende até esta sexta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, Paula Mascarenhas falou sobre “A mulher na política”, em evento ocorrido no Salão Nobre do Paço Municipal, às 19h da última quarta-feira (6).
“Temos mulheres em cargos importantes, como ministérios e até na presidência da República, mas na maior parte dos casos as mulheres ainda se limitam às causas femininas, são escaladas para desenvolver políticas voltadas às mulheres. No dia em que a gente puder desvincular essa imagem da mulher limitada às causas femininas, no dia em que pudermos defender políticas públicas para todos, independentemente de sexo, aí teremos vencido etapas”, ponderou Paula, na condição de prefeita, já que Eduardo Leite estava em Brasília.
Na palestra, Paula fez um breve relato histórico sobre a participação da mulher na política. Recordou que os cérebros feminino ou eram considerados, por uma vertente, como sendo “infantis” e com retardo mental, por outra seriam “moralmente superiores” e poderiam prejudicar a política. Uma lei datada de 1916 determinava que ao se casar a mulher perdia a capacidade civil plena, passando a ser considerada juridicamente incapaz. “Foi só em 1932 que o Código Civil instituiu o voto feminino no Brasil. “Em 2012 se completaram 80 anos desde que conquistamos esse direito e ainda era um direito com restrições, concedido apenas às mulheres casadas, viúvas e solteiras que tivessem renda própria”, lembrou.
Em 1934, o Brasil teve sua primeira vereadora, na época “intendente”, também a primeira prefeita e a primeira deputada. Mas se o Rio Grande do Sul teve sua primeira deputada estadual em 1951 (Suely Gomes de Oliveira), a primeira governadora em 2007 (Yeda Crusius) e o Brasil a primeira presidente em 2011 (Dilma Rousseff), Pelotas levou 200 anos para ter sua primeira vice-prefeita, em 2013. “Tenho muita honra de ser esta vice-prefeita, mas tenho certeza que podemos fazer muito mais. Apesar da presidente Dilma, sinto que ainda estamos engatinhando na política. Nossas lutas não são ‘das mulheres’, nem dos partidos, são da sociedade.Trata-se de uma luta intensa, cotidiana e longa, mas não podemos desistir se queremos ser protagonistas nestes processos. Se a igualdade chegou de direito, também tem que chegar de fato”, disse Paula.
Redator: Assessoria de Imprensa
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