Quarta, 08 de julho de 2026, 12:30h
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Nelson Fonseca transformou o antigo lixão em uma área arborizada. O aposentado posa ao lado da árvore de Pau Brasil, planta símbolo do país
Hoje, aos 67 anos e com pontes de safena no peito, Nélson Fonseca alega já não conseguir dar ele mesmo a manutenção necessária para manter a área verde pertencente à prefeitura situada ao lado de sua casa, na rua Ernesto Dorneles, bairro Minuano. No local, onde há dois anos se encontrava um verdadeiro lixão a céu aberto em plena área urbana, o aposentado criou um verdadeiro espaço arborizado com mudas cedidas pelo horto municipal e compradas do próprio bolso.
“Aqui tinha vaso sanitário, sofá, pneu, bicicleta, cama. Tirei umas sete caçambas de lixo e já plantei cem mudas de árvores nativas e frutíferas”, conta Fonseca mostrando os Pés de Cedro, Uva do Japão, Araucária, Laranjeiras, Limoeiros e outras tantas na área onde a natureza estaria intacta se não fosse por um motivo. “O esgoto das casas situadas na rua Oito de Dezembro já pode ter contaminado a nascente”, relata referindo-se ao córrego que existe no local. Segundo ele, o espaço é uma das nascentes do arroio do Passo do Bêbado, 1º distrito de Piratini.
O local está ao lado de uma vala fétida que recebe e conduz o esgoto de residências logo acima. Mas já foi pior. Na parte onde hoje existem as árvores em crescimento com destaque a quase extinta Pau- Brasil, Nélson Fonseca só não canalizou o esgoto de duas casas, o que ainda pretende fazer com a colaboração dos proprietários. O trabalho tem um objetivo que já se tornou um sonho. “Quero ver isso aqui transformado em uma espécie de parque ecológico, onde as professoras trarão os alunos para conhecer um pouco mais da natureza. Com isso será possível despertar nas crianças a consciência ambiental”, garante.
Em sua opinião, isso também será importante para impedir os ataques que o local sofre de crianças que arrancam pequenas árvores inteiras que são logo replantadas. Questionado sobre o motivo que lhe levou a interferir numa área pública, ele é objetivo:
“Alguém precisa fazer alguma coisa. Nossa natureza é judiada, esmagada diariamente e ninguém faz nada”, diz o aposentado. Ele espera contar com a interferência da Prefeitura de Piratini para manter a área verde limpa e arborizada, e evitar diante de sua incapacidade de continuar realizando as limpezas, que o local volte a se rum lixão.
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