Quarta, 08 de julho de 2026, 03:56h
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Parentes, amigos e moradores de Pelotas, no Sul do Rio Grande do Sul, iniciaram às 4h30 desta quinta-feira (25) uma vigília no Centro da cidade, no local onde um jovem administrador de empresas de 24 anos foi morto a tiros há sete dias. Rodrigo da Silva Xavier saía de uma festa quando foi atingido por disparos. Uma câmera de segurança flagrou a ação e, segundo a Polícia Civil, o suspeito é um policial militar, que estava com um colega em um carro. Os dois estão detidos no Batalhão de Operações Especiais (BOE), emPorto Alegre.
O policial militar investigado pela suspeita de ser o autor dos disparos disse em depoimento que atirou para o alto duas vezes após perceber um tumulto na saída de uma festa, como sinal de advertência. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) foi entregue à Polícia Civil na terça-feira (23). O Inquérito sobre a morte do jovem deve ser encaminhado à Justiça na próxima semana.
A vigília reúne mais de 400 pessoas. Elas se vestiram de branco e levaram velas para pedir paz, justiça e mais segurança em Pelotas. A concentração seria seguida de uma caminhada até a Catedral Metropolitana São Francisco de Paula para a missa de sétimo dia.
"Ele vai fazer falta não só pra mim, mas para o futuro dessa cidade. Eu espero que a gente consiga conscientizar os jovens de hoje, eles precisam ser mais irmãos", disse o pai do jovem morto, Carlos Xavier. "Quem fez essa brutalidade tem que pagar de acordo com a lei. Pedimos por mais justiça e segurança", completou o amigo Augusto Marques.
O caso
Rodrigo da Silva Xavier caminhava pela rua na saída de uma festa, por volta das 4h30 do dia 18 de abril, quando foi atingido por disparos. Ele foi socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu. A ação foi flagrada pelas câmeras de um posto de combustíveis. As imagens mostram que um homem estaciona um carro branco, desce do veículo para atirar e, depois, foge. Segundo o delegado responsável pelo caso, o vídeo e as testemunhas ajudaram na identificação.
"Não cabia prisão em flagrante porque não houve perseguição contínua. Pode haver uma prisão preventiva, isso é uma questão de análise do material coletado", disse o delegado Félix Rafanhin.
O policial militar foi chamado para depor na delegacia. Ele alegou ter percebido um tumulto na saída de uma festa e que deu dois tiros para o alto como sinal de advertência. A Brigada Militar afastou o PM investigado e a arma dele, de uso restrito, foi apreendida pela corporação.
Fonte: G1
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