Ter�a, 07 de julho de 2026, 13:42h
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Necessitar retornar pra casa às 02h30min da madrugada após a filha de oito anos que deu entrada com febre no Pronto Atendimento ser liberada pelo médico e, para isso ligar insistentemente para sete números diferentes de celulares de motoristas de táxi e não conseguir que nenhum ao menos atendesse ao telefone frustrou a moradora do Bairro Calcário Gerusa Dias.
O episódio recente reabriu a discussão em torno da eficácia do serviço em tempo integral entre aqueles que através de seus cartões garantem estarem disponíveis 24 horas.
- Fiquei chateada. Sei que não obrigados a atender. Eu consegui acionar um familiar que possuía carro e nos ajudou, mas e quem não tem?- questiona a usuária.
Entre os contatos tentados e contidos em cartões que carrega na carteira, um ao menos, garantia estar à disposição dia e noite, como mostra a foto onde Gerusa decidiu ocultar os demais dados de identificação.
- Não quero fazer parecer que a categoria presta um mau serviço. A intenção não é polemizar e sim ajudar a resolver -
Procuramos o taxista a quem o cartão pertence e ele justificou o não atendimento afirmado que o cartão integra um lote antigo referente à época e que realmente atendia 24 horas, o que já algum tempo não faz.
As razões para não rodar na madrugada são semelhantes entre os dezesseis profissionais que prestam o serviço em Piratini.
- Há quatro anos fui assaltado após atender um cliente na madrugada. E mais: nesse horário, tanto o calote quanto o pendura é mais frequente. A pessoa só pede pra pagar depois ou não paga, quando chega ao seu destino – revela Darci Batista, um veterano da profissão.
César Aguiar, (foto à direita), na praça há seis anos, além dos motivos apontados pelos colegas, como calotes e antigos cartões que ainda circulam, adiciona a reclamação de quem aciona o táxi após as 22:00 h, horário em que pela tabela o valor sofre um acréscimo.
- Passei atender de madrugada somente clientes que estão na minha agenda de telefone. Tá bem difícil de trabalhar. Você sai da cama, muitas com frio intenso, chega ao local apontado e é trote, ou não recebe pela corrida ou ainda reclamam do preço cobrado pela – relata o taxista.
Fonte: Blog Eu Falei
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