Ter�a, 07 de julho de 2026, 11:37h
Home Variedades
Obedecendo a uma determinação da promotoria pública, a Prefeitura de Piratini está desmanchando e refazendo todas às rampas de acesso às calçadas localizadas principalmente no centro histórico e que garantem direito ao livre arbítrio dos cadeirantes.
Às obras começaram na semana passada, pouco mais de um ano depois do primeiro ofício com a orientação ter chegado à prefeitura, situação decorrente da reclamação de uma cadeirante, que também falou sobre as placas publicitárias postadas nas calçadas por alguns estabelecimentos comerciais, que limitam o espaço à disposição. Após a denúncia e o acionamento através do MP, empresários foram proibidos de ocupar o espaço público.
A cadeirante Marisa Ferreira, 27 anos, mesmo não tendo sido a autora da reclamação, carrega o mesmo descontentamento pela deficiência ou ausência de estrutura compatível com o que reza a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), para quem necessita se deslocar em uma cadeira de rodas. A convite do Tradição Regional, ela testou os acessos agora reformados e fez um comparativo com as rampas anteriores.
O teste foi na avenida Gomes Jardim, entroncamento com a rua 24 de Maio, o ponto mais movimentado da cidade e também um dos mais perigosos devido às manobras inconsequentes de motoristas. Antes de testar a rampa que acessa a calçada do Palácio do Governo, Marisa demonstrou os problemas em uma calçada do outro lado da rua, e foi ajudada pelo proprietário Valdo Souza Garcia que aguarda os pedreiros para refazer o serviço.
“Nas que ainda não foram reformadas, como essa, os problemas são o declínio, a pouca largura e também a lajota usada que faz deslizar e compromete a estabilidade. Neste caso, preciso de alguém segurando a cadeira para não ter risco virá-la”, explicou Marisa. Quanto às novas, ela opinou. “Agora dá para subir sem esforço nenhum e sem risco de acidente. Ficou muito mais fácil para manobrar”, avaliou. Já Valdo Souza Garcia explicou que a rampa, com as medidas e modelo antigo, foi feita sob orientação da prefeitura. “Vou desmanchar e fazer com um metro e vinte centímetros de extensão”, garantiu.
Durante o teste, Marisa estendeu suas críticas ao péssimo estado de conservação de muitas calçadas da cidade, o que também dificulta a movimentação de quem naturalmente já tem seus limites. “São mal conservadas, o que é um grande problema por causa dos pneus da cadeira”. Com relação ao limitadíssimo acesso ao comércio e repartições públicas, ela explica o procedimento que adota e chama a atenção do poder público para transformar suas esperanças em realidade. “Para entrar em prédio público ou comercial, eu chamo o proprietário na porta, é o único jeito. Tenho esperança que um dia os prédios tenham acesso, inclusive a prefeitura, pois sou uma cidadã com o direito de ir e vir como qualquer um”, salientou.
Legenda:
Fechar X
Fechar X
Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS
E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514
© Todos os direitos reservados