Ter�a, 07 de julho de 2026, 09:57h
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A tragédia ocorrida em Santa Maria, em janeiro deste ano, incentivou a criação de normas mais rígidas para obtenção de alvarás de funcionamento junto aos órgãos competentes. Em Piratini, os efeitos desse estreitamento nas exigências, poderão ser sérios para a economia local, principalmente junto aos pequenos empresários.
Em recente sessão da Câmara de Vereadores, o assunto foi discutido pelo vereador Sérgio Castro. “Visitei o comércio local e de um total de 430 estabelecimentos, muitos ainda terão de cumprir as exigências impostas pelos bombeiros para conseguir o alvará de funcionamento junto à prefeitura, correm o risco de fechar as portas por serem de pequeno porte”, disse o parlamentar.
No município, a prefeitura tem autuado todos os empreendimentos que não estão adequados as exigências de segurança e o prazo para que os lojistas façam as alterações contidas no Plano de Prevenção de Incêndio é de apenas seis meses. “Tem gente que atua em prédio alugado e o proprietário não vai permitir modificações na planta já que a locação é por um tempo determinado. Outro exemplo é o camelódromo. Eles trabalham em chalezinhos e sabe quando vão conseguir um laudo? Nunca!”, afirmou Castro.
Segundo ele, há algum tempo vem tentando contato com o comando do corpo de bombeiros, em Pelotas, para saber quais são os procedimentos lá adotados com relação aos pequenos comerciantes, mas não tem obtido êxito. “O clamor é grande entre os comerciantes. Ao cumprir a lei, a prefeitura está passando todos no crivo. Há uma crise grande e com mais isso, me questiono como essas pessoas vão fazer para sobreviver”, considera, salientando que os vereadores precisam buscar um entendimento com os demais poderes para solucionar a situação.
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