Ter�a, 07 de julho de 2026, 09:56h
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Apesar de cavalarianos de todos o Estado estarem receosos com a indecisão sobre a questão sanitária para prevenir a anemia equina, o secretário da Agricultura Fernando Mainardi tranquilizou não apenas os tradicionalistas, mas também promotores de rodeios, ao anunciar em que está suspensa a aplicação de multa para proprietários de cavalos que não utilizam a Guia de Transporte Animal (GTA) em deslocamentos, exceto para participações em leilões e transações interestaduais.
A medida é válida até o final do ano, prazo para ser realizado e concluído o inquérito epidemiológico a fim de apurar o nível de incidência da anemia no Rio Grande do Sul. Em seguida será definido o prazo de validade dos exames. Alguns rodeios já haviam sido cancelados em função do custo do exame, considerado alto pelos proprietários de equinos. Além disso, uma cavalgada de protesto contra a obrigatoriedade bimestral do exame, condição para emissão da GTA, estava prevista para terça-feira (11), na capital do Estado.
O assunto foi tema de audiência pública na Câmara de Vereadores de Piratini na quarta-feira (05), quando Marcelo Bardi, chefe da Inspetoria Veterinária do município, respondeu perguntas de criadores, patrões de CTGs e piquetes. “Eu não vou sair no meio de um desfile exigindo GTA, a não ser que me ordenem”, afirmou. “Entendo que o deslocamento de cavalos das propriedades do interior de Piratini para a cidade, não oferta risco sanitário, inclusive de Anemia Infecciosa Equina, que necessita de contusão, contato e o parasita para ter a transmissão”, garantiu.
No entanto, antes da decisão do secretário Mainardi ser divulgada, Bardi aconselhava que cavalarianos de outras cidades conseguissem animais locais com amigos para participarem do desfile em Piratini, o que reduziria os riscos da doença. Outra dificuldade, segundo Bardi, é a incapacidade estrutural para emissão da guia em grande quantidade em um curto espaço de tempo. “Já imaginou 600 cavalarianos requisitando GTA? Seriam, já que precisa de uma para vir outra para retornar à propriedade, 1200 guias em no máximo cinco dias. Impossível”, afirmou o inspetor.
Mesmo que os proprietários mandassem realizar o exame para detectar ou assegurar a sanidade, o que seria o ideal, na opinião do veterinário também seria um fator problemático dado às dificuldades na questão laboratorial limitada quando o prazo é reduzido. “Se todos ao menos fizessem o exame, o próprio laboratório de Pelotas não teria condições de fazer tantos testes em no máximo 15 dias”, opinou.
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