Ter�a, 07 de julho de 2026, 08:47h
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O Brasil é o segundo país no mundo que mais consome esmaltes, rentabilizando na área da beleza aproximadamente R$ 25 bilhões por ano, atrás apenas dos Estados Unidos. Como consequência, aumenta a produção e o consumo das mulheres pelos “vidrinhos coloridos”, que são combinados como se fossem acessórios.
Com a expansão da venda de esmaltes e a vasta linha de produtos, novas formas de uso surgiram e as manicures preencheram o espaço no mercado. O design de unhas - conhecido também por “nail art” - é a novidade. Para saber um pouco do trabalho das manicures, o Jornal Tradição Regional conversou com Silvia Bartz, lourenciana que vive hoje em Pinheiro Machado e que teve seu trabalho reconhecido por causa da nail art.
Silvia começou a se interessar pelas unhas desde muito cedo. “Minha mãe e familiares, pediam ‘pinta minha unha’. Recebi meu primeiro kit da minha mãe, Leoni”, disse a manicure, que logo que começou não tinha dinheiro e pedia que cada cliente tivesse seu próprio kit. “No início não sabia como cobrar, não tinha experiência. Então as clientes me presenteavam com esmaltes e novidades, eu adorava”, disse. Por São Lourenço ser um município pequeno, Silvia conseguia clientes principalmente por indicações, e em seguida começou a trabalhar em alguns salões, o que a deixou em mais evidência. “Depois de 10 anos trabalhando em salões resolvi abrir meu estúdio, na minha casa”.
A decoração em unhas começou há seis anos, para que as clientes possuíssem tratamento exclusivo. “Não me contentava com coisas iguais, então passei a procurar vídeos na internet, realizei cursos profissionalizantes, workshops e feiras”, exalta, lembrando que as clientes também levavam revistas e dicas. “No ramo das unhas isso se tornou o meu diferencial, principalmente na cidade”, disse, ressaltando que hoje as unhas se tornaram um complemento do look. “Todas querem algo diferente. Acho isso maravilhoso, porque a manicure se atualiza e faz cursos para ser uma ‘nail designer’, o que nos valoriza e nos faz ganhar mais dinheiro”.
Para Silvia, as decorações mais usadas atualmente nas unhas são as de caviar, os carimbos, o plush (textura que lembra a pelúcia), esmaltes importados e esmaltes com efeitos magnéticos. “Os esmaltes passaram por uma grande transformação. Antes os mais usados eram os claros, como o ‘Renda’ e os vermelhos como o ‘Rebu’, hoje há uma infinidade de cores e marcas”, ressalta Silvia, que começou a divulgar seu trabalho nas redes sociais, espaço disputado pelas clientes, que querem fotos de suas unhas diferentes no álbum pessoal da manicure.
Mudanças no caminho
Após anos de trabalho voltado às unhas decoradas em São Lourenço do Sul, Silvia mudou-se para Pinheiro Machado e descobriu outro nicho do mercado, sem deixar de produzir sua arte. “Resolvi fazer adesivos artesanais”, explica. Os adesivos funcionam como películas que aplicadas às unhas dão a impressão de que a própria manicure fez a arte da unha da pessoa. O produto é vendido em São Lourenço, em Pinheiro Machado e pelo página pessoal de Silvia, que além de trabalhar na sua estética também promove cursos para manicures em cidades como Pelotas, Caxias do Sul e Taquara.
Curso internacional
Recentemente Silvia foi convidada por Tania Emiko para participar, junto com outros 20 profissionais, de um curso internacional de arte em unhas. O One Stroke foi ministrado pela nail designer russa Oksana Borzenkova. “Admirava o trabalho dela e aprendi muito. Todo o investimento é valido para o crescimento pessoal e profissional”, afirmou Silvia. O curso, com certificado internacional, aconteceu em São Paulo na primeira quinzena de maio.
Para conhecer o trabalho de Silvia Bartz acesse este link
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