Ter�a, 07 de julho de 2026, 03:10h
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O auditório da Casa da Indústria ficou praticamente lotado com presenças de industriais e lideranças regionais durante a noite da última segunda-feira (1º) para acompanhar a nova rodada do projeto Cases de Negócios, numa promoção do Centro das Indústrias de Pelotas (Cipel). O arquiteto Marcelo Moreira e o empresário Ricardo Lorenzet apresentaram o projeto do empreendimento Eixo Sul Complexo Logístico e Empresarial, que ocupará uma área total de 104 hectares junto à BR-116, entre a Josapar e a estrada que leva ao Monte Bonito.
O complexo empresarial está dividido em duas fases de implantação: a primeira, com 12 lotes de 21 mil metros quadrados, de frente para a BR-116 e a segunda, de 51 lotes de 2,1 mil metros quadrados. Uma terceira etapa já está prevista, mas com a proposta de um condomínio logístico, cujo lançamento será feito apenas após a implantação das duas fases anteriores. As duas primeiras etapas são em área aberta, explicou Moreira. Segundo ele, o empreendimento tem uma estimativa de investimentos na ordem de R$ 50 milhões.
A comercialização dos primeiros lotes já começou e é feita pela RCS Empreendimentos e Participações, que também selecionará o mix de empresas para ocupar a área. Um posto de gasolina e um empreendedor de São Lourenço do Sul, que trabalha com uma representação chinesa de implementos agrícolas já confirmaram a compra dos primeiros lotes. “Com esse formato, não há outro na região”, disse Moreira ao lembrar que a área é plana, caracterizada pelo Plano Diretor como industrial. A localização foi escolhida justamente para não se misturar com zonas residenciais, preservando as características de um empreendimento destinado a indústria, comércio e logística. “Trabalhamos com um empreendimento para trazer receita para Pelotas”, explicou.
É um investimento privado, mas que busca atender os interesses do município. Do Executivo, os empreendedores esperam receber apoio através da agilidade na tramitação dos projetos dos clientes e desburocratização de processos. O arquiteto também pediu ao presidente do Cipel, Ricardo Coelho Michelon, para intermediar uma reunião na Fiergs onde o projeto será apresentado aos demais empresários gaúchos, colocando o local à disposição de novos empreendimentos.
Lacuna
Na avaliação de Michelon, o Eixo Sul vem preencher uma lacuna importante no município, no que diz respeito a existência de um Distrito Industrial dotado de toda a infraestrutura necessária para atração de novos investimentos, principalmente no setor de indústria. “Pois a indústria transforma, agrega valor e gera emprego e renda. Através destas iniciativas, o município irá avançar para um caminho de mais progresso e desenvolvimento com sustentabilidade”,defendeu.
Redator: Assessoria de Imprensa
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