Ter�a, 07 de julho de 2026, 01:41h
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Dois recrutas e alunos recém-formados em Socorrismo Cidadão da ANSB e que integram o futuro regimento de Piratini, reverteram o quadro de morte clínica em que se encontrava o aposentado Marí Tunes,73 anos, vítima de um mal súbito que evoluiu rapidamente para convulsão e parada cardiorrespiratória. O fato ocorreu na tarde de segunda-feira (1º), quando Douglas de Santos, 33 anos, e Daiane Pereira da Silva, 30 anos, ao ouvirem os gritos de socorro do filho da vítima, o farmacêutico Vinicius Tunes, correram até a residência localizada no centro da cidade para ajudar.
“Nós encontramos o filho com o pai que estava roxo e convulsionando nos braços. Ele dizia que o pai tinha morrido. Pedi calma e o deitamos. Liberamos as vias respiratórias e constatamos que ele não respirava. Passei então a aplicar os procedimentos de RCP (massagem cardíaca). Devido a ele estar expelindo muito líquido pela boca não foi feito a insuflação. Foram três sessões de trinta compressões que o fizeram voltar”, contou Douglas Silva
Ele, junto com Daiane, deu continuidade aos procedimentos apreendidos em junho, quando concluíram o curso que é o primeiro passo no processo para se tornar um Sapador-Bombeiro. “Quando os batimentos e a respiração voltaram, nós o colocamos na posição lateral de segurança (PLS) e ele colocou muito líquido pela boca”, completa. O relato aconteceu no leito 29 do Hospital Nossa Senhora da Conceição onde, após o susto e com visível melhora, o aposentado é cuidado pela esposa Elanha Madruga Tunes.
“O próprio médico que o atendeu garantiu que se não fosse à intervenção deles ele não teria sobrevivido. Para nós estava morto, com parada cardíaca e sem pulso que foi verificado pelo meu filho. Foram ágeis e executaram os procedimentos com perfeição. A vida dele devemos aos dois, o trabalho de vocês é gratificante e deve servir de exemplo para outras cidades”, elogia.
Vinicius, que possui conhecimentos básicos para socorrer, contou que diante de seu pai não consegui agir. “Minha mãe me chamou e quando vi que ele não tinha pulso travei, me desesperei e mesmo tendo o curso de primeiros socorros não consegui fazer nada”. As palavras de agradecimento da família deixaram os recrutas emocionados durante a visita ao hospital, sensação que os tomou também após o salvamento. “Depois que fizemos tudo, permanecemos acompanhando até a chegada da ambulância e quando ela o levou olhamos um para o outro e concordamos que estávamos com vontade de chorar. É muito gratificante”, disse a recruta Daiane Pereira.
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