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11-07-2013

'Evito fazer juízo de valor', diz Tarso sobre protestos no Rio Grande do Sul


Foto: Caco Argemi/Palácio Piratini Tarso Genro deu entrevista coletiva nesta quinta no Palácio Piratini

O governador Tarso Genro concedeu entrevista nesta quinta-feira (11) e comentou a greve e as mobilizações no Rio Grande do Sul. Em coletiva no Palácio Piratini, em Porto Alegre, o governador do Rio Grande do Sul disse apoiar a reforma agrária e cobrou do Governo Federal mais recursos para a questão.


Comedido, o governador do estado comentou apenas algumas questões levantadas neste dia de greve. De acordo com Tarso, "o governo evita fazer um juízo de valor sobre o movimento". Além da bandeira da reforma agrária, ele afirmou ser favorável à destinação de 10% de novos investimentos para a educação e a saúde. Segundo ele, somente assim os estados poderão pagar o piso nacional do magistério.




Sobre a reforma política no Brasil, Tarso se mostrou decepcionado com a postura adotada pelo Congresso Nacional. Ele garantiu ser a favor do plebiscito. Já na questão do passe livre estudantil intermunicipal, projeto apresentado pelo governo nas últimas semanas, Tarso disse que o governo apoiou a decisão da Assembleia Legislativa de tirar o caráter de urgência da votação.


"Espero que a Assembleia não imponha barreiras para aprovar este projeto", falou Tarso.


Sobre as críticas feitas ao projeto do passe livre estudantil pela bancada de deputados, Tarso desafiou os críticos a fazerem um movimento também junto às prefeituras e ao Governo Federal para ampliar os recursos e áreas beneficiadas. Além disso, disse que "quem for contrário, que indique fontes de recursos para tornar ele melhor".


O governador do estado revelou, ainda, o início de negociações do governo para a venda de parte da dívida pública do Rio Grande do Sul. De acordo com ele, quatro instituições financeiras da Espanha estariam interessadas em fazer parte da negociação e, com os investimentos estrangeiros, o estado receberia cerca de R$ 2 bilhões.


O acordo funcionaria como um "adiantamento da receita". Os bancos fariam o investimento e, conforme fosse feita a arrecadação das dívidas de empresas gaúchas, o estado pagaria para as instituições. Ainda segundo Tarso, a negociação estará concluída até o fim do ano. 


Fonte: G1



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