Segunda, 06 de julho de 2026, 22:47h
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Moradores do bairro Parque Fragata interromperam o trânsito na BR-293 por quase duas horas na sexta-feira (05), para solicitar mais segurança no trecho da BR-116 até o trevo de acesso ao município de Capão do Leão. Eles querem que os órgãos responsáveis pela administração das vias coloquem redutores de velocidade ou apresentem outra solução para diminuir os acidentes no trecho denominado pelos moradores como “Corredor da Morte”.
Um dos representantes do movimento, Wolke Rodrigues, disse que este tem apoio da comunidade leonense e que seu objetivo principal é a colocação de redutores de velocidade no trecho responsável pela morte de inúmeras pessoas. “Desde janeiro, tivemos três acidentes com morte no local e pelo menos oito mortos, neste ano”, diz o morador.
“Nas áreas ao entorno da BR-116 estão localizadas quatro escolas e, dependendo dos prazos que nos derem para a execução destas melhorias, vamos seguir parando até termos nossas solicitações atendidas”, diz o manifestante. Por ali trafegam caminhões, ônibus e veículos de passeio, em meio a pedestres, ciclistas, motociclistas e charreteiros.
Outra alternativa vista com bons olhos pelos moradores é a construção de vias paralelas ao lado da BR-293. “Estas vias desafogariam o trânsito de moradores por cima da faixa dando mais segurança”, explica Rodrigues. A reportagem do Jornal Tradição manteve contato com o secretário de obras do município, Alex Quevedo, que confirmou a possibilidade de abertura das vias laterais, desde que seja injetado recurso federal.
“O município não tem condições de arcar com uma obra desta proporcionalidade, precisamos de recurso do governo federal”, explica o secretário. A paralisação resultou num engarrafamento de pelo menos cinco quilômetros nos dois sentidos da rodovia que ocorreu pacificamente, sem incidentes. O protesto teve a queima de pneus que após a chegada dos representantes da Ecosul e Polícia Federal, auxiliaram na desobstrução da pista.
Uma comissão de moradores se reuniu na quinta-feira (11) com representantes do Departamento Naconal de Infraestrutura (Dnit), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Polícia Rodoviária Federal (PRF), e Ecosul para definir medidas paliativas nas BRs 116 e 293.
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