Segunda, 06 de julho de 2026, 21:37h
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A apresentação do projeto da Ferrovia Norte-Sul e as condições modais do Estado foi pauta de uma reunião de trabalho, nesta terça-feira (16), no Palácio Piratini, entre o governador Tarso Genro, o ministro dos Transportes, César Borges, e equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., e Departamento do Fundo da Marinha Mercante (DFMM). A realidade no Rio Grande do Sul é 85% de malha rodoviária e apenas 8% ferroviária - a expectativa é que exista a reversão destes números. De São Paulo a Rio Grande, no extremo Sul do Estado, são 1.800 km e o valor da obra será de R$ 13 bilhões.
Conforme o ministro César Borges, o Governo Federal tem o projeto de interligar todo país a uma nova malha rodoviária, e a ferrovia Norte-Sul é considerada a coluna vertebral desta malha. "Ela vai interligar o Rio Amazonas até o município de Rio Grande, já estamos realizando o processo de estudo de viabilidade técnica e econômica, depois disso é realizado o projeto executivo, a licitação e a execução. Eu posso garantir que a obra está nas prioridades do governo, que irá fazer a interligação seja através de concessão ou investimentos públicos", disse César Borges.
Para o governador Tarso Genro, a ferrovia também será fundamental para a integração com os países do Mercosul. "Preço, melhor aproveitamento da intermodalidade e a integração do Brasil com o Mercosul. É a partir destes três elementos conceituais que podemos extrair e discutir o traçado, não só de uma maneira eficiente do ponto de vista econômico, mas também de potencialização do desenvolvimento regional", afirmou o governador.
O presidente da Valec - empresa responsável pela abertura da concorrência -, Josias Cavalcante Sampaio, explica que duas empresas foram contratadas para a realização do estudo de viabilidade de dois lotes. Um lote vai de São Paulo até Chapecó (SC) e o outro de Chapecó até Rio Grande. No trecho que compreende Rio Grande, a empresa contratada deverá avaliar a demanda de cargas, topografia, estudos ambientais, arqueológicos e indígenas - e com base nestes dados, escolherá o melhor traçado possível, o que seria mais efetivo para a captação de cargas ferroviárias. Os estudos estão em fase inicial e acontecem até abril de 2014.
Redator: Secom
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