Segunda, 06 de julho de 2026, 19:59h
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Uma nova reunião será realizada no dia 13 de agosto para apresentar soluções.
Na segunda-feira (15), foi realizada uma audiência pública no prédio da Câmara de Vereadores de Morro Redondo em busca de soluções para a conclusão das obras do Colégio Estadual Nosso Senhor do Bonfim e sobre a reforma da estrutura física do ginásio de esportes. A audiência contou com a presença do vice-prefeito Diocélio Jaeckel, dos secretários municipais, da diretora do Colégio Bonfim, Madalena Krause, do deputado estadual Pedro Pereira, do assessor do deputado estadual Marcelo Morais, Ruy Freitas, do coordenador da 5ª Coordenadoria Regional de Educação (5ª CRE), Círio Almeida, da assessora jurídica da coordenadoria, Neuza Ledesma, e da população em geral.
Segundo a diretora Madalena Krause, o ginásio - criado em 1998 pelo programa “Nenhum Município Sem Ginásio”, do governo Antônio Britto - não recebeu nenhum recurso do Estado para investimentos. “Ele [o ginásio] é fundamental para o município, pois é usado pelas escolas, escolinhas de futsal, torneios, apresentações, festividades entre outros, e é o único que existe na cidade. Mas hoje, nos dias de chuva não possui condições de uso devido às inúmeras goteiras, problemas de ferrugem nas armações e piso deteriorado. Muitos já sofreram fraturas por usarem o mesmo em dias de chuva”, disse.
Já a obra parada do colégio Bonfim é fruto do orçamento participativo do ano de 2000. Orçada em torno de R$ 150 mil, era para possuir refeitório, cozinha, laboratório de informática, quatro banheiros e uma área coberta interligando os prédios. De acordo com a diretora, no contrato com a primeira empresa foram pagas duas parcelas: uma de R$ 19 mil e outra de R$ 23 mil. Porém, a empresa declarou falência e abandonou a obra.
A segunda companhia, que saiu vencedora do novo contrato, nunca veio ao município. Em 30 de julho de 2003 o processo da obra foi extinto. “O colégio possui a necessidade de mais espaço físico para reuniões, para as aulas de turno inverso e do ensino politécnico. Precisamos que este contrato da obra ressurja”, afirmou Madalena. O coordenador da 5ª CRE, Círio Almeida, disse que o processo da obra do colégio deveria ter sido arquivado em 2004, mas isso só aconteceu em 2007. Almeida afirmou que o processo foi desarquivado na semana passada e que o Estado está decidindo se seguirá alugando os prédios para as escolas ou se irá construir novas instituições.
Em relação ao ginásio de esportes, o coordenador destacou que em 2008 foi aberto o processo para reforma orçado em R$ 48 mil. Foram solicitados alguns reparos à empresa na época, que não os executou. Este processo também foi desarquivado recentemente. Almeida reforçou que o Estado tem cinco anos para concluir obra pública. “O que não ficou claro é a responsabilidade do ginásio, se é do Estado ou do município”, disse. Sobre a obra parada do colégio Bonfim, ainda será decidido sobre sua conclusão.
Os deputados presentes na reunião afirmaram que, se não forem tomadas as providências necessárias, colocarão emendas para o orçamento do Estado do próximo ano. Porém, o deputado Pedro Pereira demonstrou preocupação. “Todas as emendas de deputados da oposição do ano passado foram cortadas pelo governador Tarso Genro”, afirmou. Em uma nova reunião na Câmara no dia 13 de agosto, deverão ser apresentadas as soluções para os dois casos através de um documento da 5ª CRE.
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