Segunda, 06 de julho de 2026, 16:27h




Galerias

Especiais

Jornal Tradição

II Caderno Especial Fenadoce 2019 2019/06

Receitas

Tabule

Assine


Home Variedades

Variedades

29-07-2013

Brasil quase dobra IDHM em 20 anos


Arte: Divulgação

Nas últimas duas décadas, o Brasil quase dobrou o seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), passando de 0,493, em 1991, - considerado muito baixo – para 0,727, em 2010, o que representa alto desenvolvimento humano, conforme o Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil 2013. No período, o país registrou crescimento de 47,8% no IDHM.


Em 1991, 85,5% das cidades brasileiras tinham IDHM considerado muito baixo. Em 2010, o percentual passou para 0,6% dos municípios. De acordo com o levantamento, em 2010, o índice de municípios com IDHM considerado alto e médio chegou a 74%, enquanto em 1991, não havia nenhuma cidade brasileira com IDHM alto e 0,8% apresentava índice médio. Pela escala do estudo, é considerado muito baixo o IDHM entre 0 e 0,49, baixo entre 0,5 e 0,59; médio de 0,6 e 0,69, alto 0,7 e 0,79 e muito alto entre 0,8 e 1,0.



O IDHM é o resultado da análise de mais de 180 indicadores socioeconômicos dos censos do IBGE de 1991, 2000 e 2010. O estudo é dividido em três dimensões do desenvolvimento humano: a oportunidade de viver uma vida longa e saudável [longevidade], ter acesso a conhecimento [educação] e ter um padrão de vida que garanta as necessidades básicas [renda]. O índice varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano.


De acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil 2013, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro, o Brasil conseguiu reduzir as desigualdades, principalmente, pelo crescimento acentuado dos municípios menos desenvolvidos das regiões Norte e Nordeste.


“A fotografia do Brasil era muito desigual. Houve uma redução, no entanto, o Brasil tem uma desigualdade amazônica, gigantesca, que está caindo. O Brasil era um dos países mais desiguais do mundo, continua sendo, mas houve uma melhora. Podemos antecipar um futuro melhor”, frisou o presidente do Ipea e ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri.


Principal responsável pelo crescimento do índice absoluto brasileiro, o IDHM Longevidade acumulou alta de 23,2% entre 1991 e 2010. O índice ficou em 0,816, em 2010. Com o crescimento, a expectativa de vida do brasileiro aumentou 9,2 anos, passando de 64,7 anos, em 1991, para 73,9 ano, 2010.


“A melhoria da expectativa de vida é muito significativa. Um brasileiro que nasce hoje tem expectativa de vida nove anos maior o que era há 20 anos, principalmente por uma queda na mortalidade infantil”, explicou o representante do Pnud no Brasil Jorge Chediek.


Os municípios catarinenses de Blumenau, Brusque, Balneário Camboriú e Rio do Sul registraram o maior IDHM Longevidade, com 0,894, e expectativa de vida de 78,6 anos. As cidades de Cacimbas (PB) e Roteiro (AL) tiveram o menor índice (0,672) e expectativa de 65,3 anos.


O levantamento aponta ainda que a renda per capita mensal do brasileiro cresceu R$ 346 nas últimas duas décadas, tendo como base agosto de 2010. Entre 1991 e 2010, o IDHM Renda evoluiu 14,2%, contudo, 90% dos 5.565 municípios brasileiros aparecem na categoria de baixo e médio desenvolvimento nesse índice.


Apesar do crescimento, a desigualdade fica clara quando comparados os extremos do indicador. O município de São Caetano do Sul (SP), primeiro colocado no IDHM Renda, registrou renda per capita mensal de R$ 2.043, o último colocado, Marajá do Sena (MA), obteve R$ 96,25. Uma diferença de mais de 20 vezes.


O IDHM Educação, apesar registrar a menor contribuição para o IDHM absoluto do país, passou de 0,278, em 1991, para 0,637, em 2010. O crescimento foi impulsionado, segundo o atlas, pelo aumento de 156% no fluxo escolar da população jovem no período.


O que é o IDHM?


O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal compreende indicadores de três dimensões do desenvolvimento humano: longevidade, educação e renda. O índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano.


De acordo com o Pnud, o objetivo do Atlas Brasil 2013 é instrumentalizar a sociedade. A democratização de informações no âmbito municipal contribui para o fortalecimento das capacidades locais, o aprimoramento da gestão pública e o empoderamento dos cidadãos brasileiros por meio da ampliação do conhecimento sobre a sua realidade. O retrato fornecido pela ferramenta ajuda no acompanhamento dos caminhos trilhados pelos municípios brasileiros nos últimos 20 anos e ainda permite realizar análises para melhor traçar o futuro.


Dados das cidades da região*


Arroio do Padre - MÉDIO DESENVOLVIMENTO HUMANO


IDHM 0,669


LONGEVIDADE 0,860


RENDA 0,756


EDUCAÇÃO 0,461


Canguçu - MÉDIO DESENVOLVIMENTO HUMANO


IDHM 0,650


LONGEVIDADE 0,819


RENDA 0,683


EDUCAÇÃO 0,419


Capão do Leão - MÉDIO DESENVOLVIMENTO HUMANO


IDHM 0,637


LONGEVIDADE 0,814


RENDA 0,662


EDUCAÇÃO 0,480


Cerrito - MÉDIO DESENVOLVIMENTO HUMANO


IDHM 0,649


LONGEVIDADE 0,824


RENDA 0,657


EDUCAÇÃO 0,504


Jaguarão - ALTO DESENVOLVIMENTO HUMANO


IDHM 0,707


LONGEVIDADE 0,832


RENDA 0,698


EDUCAÇÃO 0,608


Morro Redondo - ALTO DESENVOLVIMENTO HUMANO


IDHM 0,702


LONGEVIDADE 0,864


RENDA 0,719


EDUCAÇÃO 0,557


Pedro Osório - MÉDIO DESENVOLVIMENTO HUMANO


IDHM 0,678


LONGEVIDADE 0,829


RENDA 0,683


EDUCAÇÃO 0,551


Pelotas - ALTO DESENVOLVIMENTO HUMANO


IDHM 0,739


LONGEVIDADE 0,844


RENDA 0,758


EDUCAÇÃO 0,632


Pinheiro Machado - MÉDIO DESENVOLVIMENTO HUMANO


IDHM 0,661


LONGEVIDADE 0,846


RENDA 0,685


EDUCAÇÃO 0,499


Piratini - MÉDIO DESENVOLVIMENTO HUMANO


IDHM 0,658


LONGEVIDADE 0,821


RENDA 0,672


EDUCAÇÃO 0,517


São Lourenço do Sul - MÉDIO DESENVOLVIMENTO HUMANO


IDHM 0,687


LONGEVIDADE 0,849


RENDA 0,722


EDUCAÇÃO 0,528


Turuçu - MÉDIO DESENVOLVIMENTO HUMANO


IDHM 0,629


LONGEVIDADE 0,814


RENDA 0,685


EDUCAÇÃO 0,446


*Informações do Atlas IDHM 2013 no Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, com dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE);


Redator: Agência Brasil



Outras notícias desta editoria

Comentários (0)





Fechar  X

Brasil quase dobra IDHM em 20 anos





O Jornal Tradição Regional não se responsabiliza pelo conteúdo do comentário e se reserva ao direito de eliminar, sem aviso prévio ao usuário, aqueles em desacordo com as normas do site ou com as leis brasileiras.


Serão vetadas as mensagens que:


  • Não tratarem do tema abordado na notícia;
  • Sejam repetidas as enviadas pelo mesmo leitor, ainda que com outras palavras;
  • Tenham intenção publicitária, de propaganda partidária, eleitoral ou comercial;
  • Tenham conteúdo ou termos obscenos ou ofensivos;
  • Incentivem racismo, discriminação, violência, medo ou outros crimes;
  • Promovam participação de correntes, spams ou lixo eletrônico.


As opiniões expostas não representam o posicionamento do Jornal Tradição Regional, que não se responsabiliza por eventuais danos causados pelos comentários. A responsabilidade civil e penal pelos comentários é dos respectivos autores. O usuário tem ciência e concorda expressamente com a prerrogativa de restringir quaisquer conteúdos que violem ou que possam ser interpretados como violadores às disposições do presente instrumento.

Enviado com sucesso!

Em breve, o Jornal Tradição
Regional entrará em
contato com vocé.

ok

Fechar  X

Brasil quase dobra IDHM em 20 anos


Enviado com sucesso!

ok


Jornal Tradição Regional - O elo da notícia até você.

Av. Imperador Dom Pedro I, 1886, sala 1 - Bairro Fragata - CEP: 96030-350 - Pelotas/RS

E-mail: [email protected] / Telefone: (53) 3281 1514

© Todos os direitos reservados